Latam segue como a maior aérea do hemisfério sul: "eficiência e foco no cliente", diz CEO
Eficiência de custos, melhoria do produto e foco no passageiro são pilares do sucesso da companhia

Os resultados positivos de 2025 apresentados pelo Grupo Latam nesta terça-feira (3), com direito a lucro bilionário e mais de 87 milhões de passageiros transportados, são consequência de uma estratégia que já vem sendo executada há vários anos, como lembrou Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil.
O executivo participou da conferência dos resultados na noite de hoje e comentou o desempenho recente da companhia, como a sequência de balanços sólidos que, segundo ele, é fruto de um trabalho consistente iniciado antes mesmo da pandemia.
De acordo com Cadier, a Latam, que se tornou a maior companhia aérea do hemisfério sul em frota e voos, mantém, desde 2018 e 2019, três pilares estratégicos: eficiência de custos, melhoria contínua do produto e do serviço e foco no mercado corporativo e nos passageiros frequentes.
O direcionamento permitiu à companhia ampliar investimentos, melhorar a experiência do cliente e expandir a malha aérea no Brasil, fortalecendo sua posição no mercado doméstico. "Como resultado, a participação da Latam no mercado brasileiro subiu de 34% em 2019 para cerca de 40% em 2025", disse ele.
No segmento corporativo, a evolução também foi significativa. A participação da companhia nas vendas realizadas pelas agências associadas à Abracorp passou de 28% em 2019 para aproximadamente 42% em 2025, refletindo o avanço da empresa no corporativo.
Cadier também destacou a melhora na satisfação do cliente. "O NPS (Net Promoter Score) avançou de 33 pontos em 2019 para mais de 55 pontos em 2025, o maior patamar já registrado pela companhia no País. Outro reflexo do crescimento foi a ampliação da malha aérea, com fortalecimento dos principais hubs da empresa em Guarulhos, Brasília e Fortaleza, além da expansão das operações em Porto Alegre e Curitiba".
Para o executivo, a combinação entre eficiência operacional e foco no passageiro corporativo também torna a companhia mais preparada para enfrentar ciclos econômicos e oscilações típicas do setor aéreo, como variações cambiais e no preço do combustível.
Cadier ressaltou ainda que a estrutura de custos mais enxuta "permite maior resiliência diante de mudanças na demanda, enquanto o crescimento das receitas premium (passageiros corporativos e classes superiores) garante maior previsibilidade financeira e reduz a volatilidade dos resultados".
“Quando vemos trimestre após trimestre números positivos, tanto em crescimento quanto em satisfação do cliente e margem, isso é consequência direta do foco que mantemos desde antes da pandemia na eficiência da operação, na qualidade do serviço e no passageiro frequente”
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Setor aéreo precisa de estabilidade para crescer, diz CEO
Jerome Cadier destacou ainda que o setor aéreo brasileiro precisa de estabilidade regulatória e de um modelo de financiamento que preserve a concorrência entre as companhias, ao citar o caso das tarifas que incluem ou não a bagagem de mão.
"Um ambiente regulatório previsível é essencial para que as empresas consigam planejar investimentos e ampliar a oferta de voos no País. É importante trabalharmos com um cenário estável para que possamos planejar um crescimento ideal, já que há espaço para expansão”
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Ao abordar o atual funcionamento do Fundo Nacional de Aviação Civil (FNAC), o CEO da Latam Brasil ressaltou que o modelo atual não atende igualmente às necessidades das companhias aéreas brasileiras. “São três companhias aéreas diferentes, com necessidades e expectativas diferentes", disse.
Para ele, qualquer iniciativa de apoio ao transporte aéreo deve contemplar todas as operadoras de forma equilibrada. "O FNAC não pode alterar a dinâmica competitiva do setor, ele precisa ser benéfico para todos, já que cada companhia tem as suas particularidades", destacou.