Mais de 10 mil passageiros da Latam foram afetados por falha no controle de tráfego em SP
Companhia registrou 84 voos cancelados e 8 mil clientes desconectados por todo o País nessa quinta (9)

Uma pane técnica no sistema de controle de tráfego aéreo provocou a suspensão temporária de pousos e decolagens nos principais aeroportos de São Paulo nessa quinta-feira (9), criando assim um efeito cascata para todas as companhias, como a própria Latam Brasil.
O CEO Jerome Cadier veio às redes sociais com um balanço de apenas algumas horas de falha no controle de tráfego aéreo. Segundo ele, apenas a Latam registrou 84 voos cancelados, mais de 10 mil passageiros afetados e 8 mil clientes desconectados por todo o País.
"Em eventos raros, como o que aconteceu na manhã de ontem em Congonhas, afetando a operacão de vários aeroportos em São Paulo, vemos o quanto todo o sistema está interligado. Um problema em um lugar causa um efeito em cascata que derruba a operação do sistema todo. A recuperação é demorada: pode levar dias. E ainda hoje, nossos passageiros vão sofrer as consequências de ontem"
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Mas porque é tão complicado? Segundo o CEO, uma aeronave que opera voos domésticos no Brasil faz em média seis voos por dia. Quando um aeroporto fica fechado e um voo deve alternar ou atrasar muito ainda às 09h da manhã, ele afeta outros quatro voos durante o dia.
"Começa assim uma reprogramação do sistema todo. E não adianta só pensar para onde vai o avião; a reprogramação mais complexa é das tripulações, que tem toda a escala afetada, não só daquele dia mas dos próximos 2 a 4 dias. Por isto, as vezes um voo entre Brasilia e Fortaleza é cancelado hoje mesmo que o problema tenha sido em São Paulo no dia anterior"
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Segundo o executivo, o momento agora é de ter muita paciência e flexibilidade porque os planos de todos vão ter que ser revistos. "E temos que nos lembrar que voar não é a mesma coisa que andar de ônibus (que também tem seus desafios). Peço desculpas a todos que sofreram", finalizou o CEO.