Principais companhias aéreas dos EUA elevam taxas para despacho de bagagens
Medida tenta compensar o aumento do preço do combustível, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio

As principais companhias aéreas dos Estados Unidos (American Airlines, Delta Air Lines, Southwest Airlines e United Airlines) aumentaram as taxas de bagagem despachada, em uma medida para tentar compensar o aumento do preço do combustível, impulsionado pelo conflito no Oriente Médio.
A Southwest Airlines anunciou que a primeira mala despachada passará de US$ 35 para US$ 45, enquanto a segunda passa de US$ 45 para US$ 55, a partir de 9 de abril. Novas restrições para carregadores portáteis também foram implementadas pela companhia.
A American Airlines, por sua vez, elevou a taxa da primeira mala de US$ 40 para US$ 50 e da segunda de US$ 50 para US$ 60, com desconto de US$ 5 para pagamentos realizados pelo site ou aplicativo. Clientes em basic economy terão taxas ainda mais altas a partir de 18 de maio, além de também passarem a pagar para selecionar assentos, sem direito a upgrades gratuitos.
Já a Delta Air Lines aumentou as taxas de bagagem tanto para voos domésticos, como para internacionais de curta distância: a primeira mala passou de US$ 35 para US$ 45 e a segunda de US$ 45 para US$ 55. As taxas para voos internacionais de longa distância não foram alteradas.
E a United Airlines aumentou em US$ 10 as taxas para a primeira e a segunda bagagem despachada para clientes viajando pelos EUA, México, Canadá e América Latina, para passagens compradas a partir de sexta-feira, 3 de abril. Portadores de cartões de crédito United Chase, membros MileagePlus Premier, militares da ativa e clientes viajando em cabines premium ainda podem despachar uma bagagem gratuitamente. Além disso, clientes na maioria dos mercados ainda terão desconto de US$ 5 se pagarem antecipadamente pelas bagagens online 24 horas antes do voo. Esta medida é válida apenas para voos de curta distância na América Latina, portanto, os preços de bagagem não foram alterados no Brasil.
Segundo a International Air Transport Association (Iata), o preço do querosene de aviação subiu para cerca de US$ 209 por barril, ante US$ 85 a US$ 90 antes do início do conflito, o que explica o aumento repentino e orquestrado de preço.