Filip Calixto   |   24/06/2026 11:51

Iata define quatro prioridades para cadeia de suprimentos da aviação

Entidade aponta falhas na cadeia aeroespacial e propõe ações em dados, MRO e mão de obra

Divulgação
Segundo a Iata, atrasos na entrega de aeronaves, limitações na manutenção e falta de peças são fatores que têm afetado a operação das companhias aéreas
Segundo a Iata, atrasos na entrega de aeronaves, limitações na manutenção e falta de peças são fatores que têm afetado a operação das companhias aéreas

A Iata definiu quatro prioridades para a cadeia de suprimentos da aviação durante o Simpósio Mundial de Manutenção e Engenharia, realizado em Madri. As medidas foram apresentadas como resposta a falhas no fornecimento de aeronaves, peças e serviços de manutenção.

Prioridades da Iata

A entidade listou os seguintes pontos:

  1. Visibilidade da cadeia de suprimentos
  2. Ampliação do mercado de pós-venda (aftermarket)
  3. Uso de dados, digitalização e inteligência artificial
  4. Formação de mão de obra técnica


Impacto na operação das companhias aéreas

Segundo a Iata, atrasos na entrega de aeronaves, limitações na manutenção e falta de peças afetam a operação das companhias aéreas.

A entidade informou que o backlog de pedidos de aeronaves supera 18 mil unidades e que a idade média da frota chegou a 15,2 anos. A organização também apontou falta de mais de 5 mil aeronaves de substituição mais eficientes.

De acordo com a associação, o impacto financeiro estimado das falhas na cadeia de suprimentos é de US$ 11 bilhões em 2025.

Propostas para a cadeia de suprimentos

Visibilidade de informações

A Iata defende maior compartilhamento de dados entre fabricantes e companhias aéreas sobre:

  • Prazos de entrega
  • Tempo de reparo
  • Disponibilidade de peças
  • Gargalos na produção

Mercado de manutenção e peças

A entidade propõe ampliação da concorrência no mercado de manutenção, reparo e revisão (MRO). O objetivo é ampliar o acesso a serviços de terceiros, peças alternativas e reparos aprovados.

Segundo a entidade, restrições comerciais em instruções de reparo, ferramentas e distribuição de peças reduzem opções e elevam custos.

Dados e inteligência artificial

A Iata defende integração entre sistemas de manutenção e dados de mercado para:

  • Gestão de estoque
  • Identificação de disponibilidade de materiais
  • Apoio a decisões de reparo ou substituição
  • Gestão de garantia

A entidade também cita uso de inteligência artificial para previsão de demanda e identificação de falta de peças.

Mão de obra técnica

A Iata propõe revisão de processos de recrutamento, treinamento e licenciamento de técnicos de manutenção.

A organização estima necessidade de 710 mil novos técnicos nos próximos 20 anos.

Entre os pontos citados:

  • Ampliação da capacidade de formação
  • Redução de exigências de qualificação consideradas redundantes
  • Reconhecimento de competências entre países


Mandatos regulatórios

A Iata também defendeu prazos coordenados globalmente para exigências de novos equipamentos e sistemas em aeronaves.

A entidade afirma que prazos devem considerar:

  • Certificação de equipamentos
  • Disponibilidade de componentes
  • Capacidade de instalação


A associação citou sistemas como GADSS, ROAAS e ADS-B em discussões com a Organização da Aviação Civil Internacional (ICAO).

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Sobre o autor

Integrante da equipe PANROTAS desde 2019, atua na cobertura de Turismo com olhar tanto para as tendências do mercado quanto para histórias que movimentam o setor. Formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e também em Processos Fotográficos, formações que permitem colaborar de forma dupla com a redação - entre textos e imagens. Fora do trabalho, encontra inspiração no samba, no cinema, na literatura e nos esportes