Pedro Menezes   |   23/07/2026 12:23

American registra receita recorde e vê demanda corporativa crescer 26% no 2T26

Apesar do recorde em faturamento, a companhia enfrentou forte pressão dos custos com combustível

Divulgação
Expansão internacional também ganhou força com a inauguração de novas rotas para Budapeste, Praga e Atenas, além do retorno da companhia à Venezuela
Expansão internacional também ganhou força com a inauguração de novas rotas para Budapeste, Praga e Atenas, além do retorno da companhia à Venezuela

A American Airlines divulgou os resultados operacionais e financeiros referentes ao segundo trimestre de 2026, com destaque para maior receita de sua história no período, alcançando US$ 16,7 bilhões, alta de 16,3% em relação ao mesmo período do ano passado, e para um lucro líquido ajustado de US$ 99 milhões.

Segundo a companhia norte-americana, o desempenho acabou sendo impulsionado pela forte demanda em todos os seus segmentos de atuação, com destaque para mercado corporativo, avanço das vendas premium e fortalecimento da malha internacional.

Apesar do recorde em faturamento, a companhia enfrentou forte pressão dos custos com combustível. A despesa com querosene de aviação aumentou mais de US$ 2,2 bilhões, alta de 83%. Ainda assim, a American conseguiu compensar quase metade desse impacto por meio do aumento das tarifas.

"A American registrou um crescimento de mais de 16% na receita em relação ao ano anterior no segundo trimestre, superando nossas expectativas iniciais e dando continuidade ao impulso que construímos em todo o negócio. Esse desempenho reflete a força da nossa estratégia comercial, sustentada por quatro pilares: elevar a experiência do cliente, expandir a rede global, impulsionar as receitas do segmento premium e liderar em fidelização. Os resultados demonstram ainda que nosso desempenho em receitas e nossos esforços de eficiência continuarão gerando resultados melhores. Estou muito animado com o restante de 2026 e com o que está por vir em 2027 e além"

CEO da American Airlines, Robert Isom

Para o restante do ano, a American Airlines mantém uma visão positiva para a demanda. A empresa projeta crescimento de receita entre 16% e 19% no terceiro trimestre, embora reconheça que a volatilidade dos preços dos combustíveis continuará pressionando os resultados financeiros.

Destaques do segundo trimestre

  • O segmento corporativo foi um dos grandes destaques do trimestre. As receitas provenientes de viagens gerenciadas por empresas cresceram 26% em relação ao segundo trimestre de 2025, marcando o quinto trimestre consecutivo de expansão em dois dígitos.
  • No mesmo período, a receita unitária do segmento premium avançou 13,4%, enquanto a cabine principal registrou alta de 8,8%. A demanda doméstica cresceu 10,6%, e todas as regiões internacionais apresentaram evolução, incluindo América Latina (+6,6%), Atlântico (+8,9%) e Pacífico (+15,1%).
  • A expansão internacional também ganhou força com a inauguração de novas rotas para Budapeste, Praga e Atenas, além do retorno da companhia à Venezuela, tornando-se a primeira empresa aérea dos Estados Unidos a voltar a operar voos para Caracas. A American ainda destacou melhorias operacionais em seus principais hubs, especialmente Dallas/Fort Worth, onde a reorganização das conexões reduziu em quase 25% os desencontros de passageiros e elevou os índices de satisfação dos clientes.
  • Na experiência do cliente, a companhia avançou cinco pontos no Net Promoter Score (NPS) e confirmou que iniciará, em 2027, a instalação do sistema de internet via satélite Starlink em sua frota. Também segue ampliando sua rede de salas VIP Admirals Club e investindo em novas aeronaves Boeing 787-9 e Airbus A321XLR, além da modernização de modelos já em operação.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.