Pedro Menezes   |   25/08/2026 16:30
Atualizada em 25/08/2026 16:31

Sem operar há quase 20 dias, Flybondi retoma site e venda de passagens

Segundo La Nacion, reativação do site estaria ligada à estratégia da Flybondi para recuperação judicial

Divulgação
Site teria saído do ar por falta de pagamento do serviço de infraestrutura tecnológica da Amazon Web Services (AWS)
Site teria saído do ar por falta de pagamento do serviço de infraestrutura tecnológica da Amazon Web Services (AWS)

A Flybondi, low-cost argentina que passa por uma grave crise financeira, voltou a colocar seu site no ar e a permitir a compra e a remarcação de passagens. A empresa ficou mais de uma semana com a página offline e já está há 18 dias sem realizar qualquer operação, desde 6 de agosto.

A retomada do site ocorre em um momento delicado para a empresa. A plataforma vinha sendo praticamente o único canal disponível para a comercialização de bilhetes, depois que diversas agências de viagens deixaram de vender a Flybondi devido ao elevado número de cancelamentos registrados pela companhia.

Na oferta atualmente disponível, há voos previstos para setembro para Bariloche, Córdoba, Mendoza e Puerto Iguazú. Para outros destinos, porém, a disponibilidade aparece somente a partir de novembro. No Brasil, a Anac já restringiu a venda de passagens aéreas já que a low-cost não demonstrou condições suficientes para regular o atendimento aos passageiros

A reativação do site estaria relacionada à estratégia da Flybondi para um eventual pedido de recuperação judicial. A avaliação seria de que a companhia precisa manter algum nível de atividade comercial e geração de receita para demonstrar capacidade de continuidade durante um eventual processo judicial.

Como já vimos no Portal PANROTAS, o site teria saído do ar por falta de pagamento do serviço de infraestrutura tecnológica da Amazon Web Services (AWS). Inicialmente, a empresa teria decidido mantê-lo inativo, mas a ausência de vendas comprometeria o fluxo de caixa necessário para sustentar a operação.

A crise também expõe a disputa entre a COC Global Enterprise, grupo que controla a Flybondi, e a Cartesian Capital Group. Formalmente, a Cartesian continua sendo a acionista majoritária da companhia, já que a transferência das ações após a entrada da COC não teria sido concluída.

A situação financeira também já atingiu os funcionários. A Flybondi acumula salários em atraso desde junho e também não teria pago o décimo terceiro salário proporcional aos empregados que seguem na companhia. Além disso, mais de 700 ex-funcionários estariam há mais de três meses sem receber indenizações referentes a demissões sem justa causa e acordos de desligamento firmados e homologados pela própria empresa.

Com informações de La Nacion.

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Sobre o autor

Natural do Rio de Janeiro, Pedro Menezes é bacharel em Comunicação Social/Jornalismo e atua há 12 anos na imprensa especializada em Turismo. Atualmente, é editor do maior portal brasileiro voltado a profissionais do setor, com base em São Paulo. O jornalista tem experiência em cobertura nacional e internacional de feiras, congressos e eventos, além de pautas de política e economia ligadas ao Turismo.