Sem operar há quase 20 dias, Flybondi retoma site e venda de passagens
Segundo La Nacion, reativação do site estaria ligada à estratégia da Flybondi para recuperação judicial

A Flybondi, low-cost argentina que passa por uma grave crise financeira, voltou a colocar seu site no ar e a permitir a compra e a remarcação de passagens. A empresa ficou mais de uma semana com a página offline e já está há 18 dias sem realizar qualquer operação, desde 6 de agosto.
A retomada do site ocorre em um momento delicado para a empresa. A plataforma vinha sendo praticamente o único canal disponível para a comercialização de bilhetes, depois que diversas agências de viagens deixaram de vender a Flybondi devido ao elevado número de cancelamentos registrados pela companhia.
Na oferta atualmente disponível, há voos previstos para setembro para Bariloche, Córdoba, Mendoza e Puerto Iguazú. Para outros destinos, porém, a disponibilidade aparece somente a partir de novembro. No Brasil, a Anac já restringiu a venda de passagens aéreas já que a low-cost não demonstrou condições suficientes para regular o atendimento aos passageiros
A reativação do site estaria relacionada à estratégia da Flybondi para um eventual pedido de recuperação judicial. A avaliação seria de que a companhia precisa manter algum nível de atividade comercial e geração de receita para demonstrar capacidade de continuidade durante um eventual processo judicial.
Como já vimos no Portal PANROTAS, o site teria saído do ar por falta de pagamento do serviço de infraestrutura tecnológica da Amazon Web Services (AWS). Inicialmente, a empresa teria decidido mantê-lo inativo, mas a ausência de vendas comprometeria o fluxo de caixa necessário para sustentar a operação.
A crise também expõe a disputa entre a COC Global Enterprise, grupo que controla a Flybondi, e a Cartesian Capital Group. Formalmente, a Cartesian continua sendo a acionista majoritária da companhia, já que a transferência das ações após a entrada da COC não teria sido concluída.
A situação financeira também já atingiu os funcionários. A Flybondi acumula salários em atraso desde junho e também não teria pago o décimo terceiro salário proporcional aos empregados que seguem na companhia. Além disso, mais de 700 ex-funcionários estariam há mais de três meses sem receber indenizações referentes a demissões sem justa causa e acordos de desligamento firmados e homologados pela própria empresa.
Com informações de La Nacion.