Beatrice Teizen   |   03/11/2026 19:58
Atualizada em 03/11/2026 20:57

CEO da Latam Brasil prevê ajustes de equipes em terra com mudanças na escala 6x1

CEO afirma que companhia precisará adaptar jornadas, mas defende regras específicas para tripulantes

PANROTAS / Filip Calixto
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil
Jerome Cadier, CEO da Latam Brasil

O CEO da Latam Brasil, Jerome Cadier, afirmou que a possível mudança nas regras da escala 6x1 exigirá ajustes nas equipes de solo da companhia aérea e de empresas terceirizadas. O executivo também defendeu a manutenção de um regime específico de jornada de trabalho para os tripulantes da aviação, considerando as particularidades da operação aérea, que funciona 24 horas por dia, sete dias por semana.

Durante call de divulgação dos resultados do terceiro trimestre de 2026 nesta terça-feira (3), Cadier afirmou que a empresa acompanha as discussões sobre o fim da escala 6x1 e espera que sejam consideradas as especificidades do setor aéreo.

Segundo ele, os tripulantes já seguem um regime especial de horas de trabalho e descanso, negociado há décadas e comparável ao adotado na Europa e nos Estados Unidos.

“Nós continuamos acreditando que a 6x1, sendo boa para todo o País, ainda tem de respeitar algumas regras específicas, e a categoria de tripulantes eu acho que é uma delas”, afirmou. O CEO disse ainda esperar que os ajustes necessários sejam definidos nas próximas semanas.

Impactos nas equipes de solo

Para os profissionais que atuam em terra, como agentes de aeroporto, atendentes de call center e mecânicos de aeronaves, a avaliação é de que mudanças serão necessárias. Cadier explicou que uma parcela importante dos funcionários da Latam já trabalha em escala 5x1, e não 6x1, o que exigirá adaptações para os novos formatos de jornada.

O mesmo vale para os prestadores de serviços terceirizados, que precisarão ajustar seus quadros de funcionários e regimes de trabalho para manter o funcionamento da operação aérea.

O CEO destacou, no entanto, a necessidade de discutir o prazo de implementação das mudanças. A preocupação é que a velocidade de adaptação não comprometa a malha aérea nos próximos meses, especialmente durante a alta temporada de Natal e Ano Novo, cujas operações já estão à venda.

Ao comentar os possíveis impactos financeiros, Cadier também ressaltou que a busca por eficiência, ganhos de produtividade e investimentos em tecnologia continuará sendo parte central da estratégia da companhia para enfrentar os desafios de custos.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela PUC-SP, com experiência em redações como Forbes Brasil e Agora São Paulo, além de colaborações para CNN Brasil e UOL. Entrou na PANROTAS em 2017, com foco especialmente no PANROTAS Corporativo, e, desde 2021, atua como coordenadora de Redação