Retomada da aviação requer união dos setores público e privado

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Unsplash/Dominik Scythe
Para os participantes, a aviação brasileira precisa unir aeroportos, Anvisa e Anac em uma ação colaborativa
Para os participantes, a aviação brasileira precisa unir aeroportos, Anvisa e Anac em uma ação colaborativa
Realizado na última quinta-feira (19), o Fórum sobre Segurança Sanitária mostrou que o trabalho conjunto das entidades públicas e privadas do setor aéreo é que propicia a confiança ao passageiro na hora de voar. Há ainda deficiências a serem corrigidas, mas o ganho vem com a ação de companhias aéreas, concessionários aeroportuários e das empresas de ground handling. Com o objetivo de rever os procedimentos e apontar melhorias, o evento reuniu mais de 80 pessoas, entre empresários e responsáveis técnicos das empresas de serviços em solo, as ESATAs, pessoal da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) de todo o Brasil e da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac).
Divulgação
Ricardo Aparecido Miguel, presidente de Abesata
Ricardo Aparecido Miguel, presidente de Abesata

"Vimos que estamos no caminho certo, pois estamos trabalhando em conjunto com todos os elos do transporte aéreo porque falhas de segurança sanitária não podem ser aceitas, mas as soluções continuadas dependem da ação colaborativa de todos, aeroportos, companhias aéreas e nós das ESATAs", disse o presidente da Associação Brasileira das Empresas de Serviços Auxiliares do Transporte Aéreo (Abesata), Ricardo Aparecido Miguel.

Na visão da coordenadora de Saúde e Qualidade de Vida no Trabalho da Anvisa, Rosangela Silva Duarte Collares, não basta que a Agência tenha conhecimento das dificuldades para evitar uma autuação. "Não podemos deixar de multar", afirmou. Representantes da Anvisa alertam para o fato de haver casos de diferença entre o que é solicitado pelas empresas e o que é realmente realizado pelo colaborador na prática no dia a dia.

Já para Paulo Henrique Possas, da Secretaria Nacional de Aviação Civil, a saída é de médio e longo prazos e passa pelo investimento em treinamento e educação. "Precisamos de uma mudança cultural e a Abesata vem investindo nisso com os cursos de extensão oferecidos em Guarulhos", afirmou. Ele sugeriu que a iniciativa seja levada ao Rio de Janeiro para contemplar os profissionais que atuam nos aeroportos do Galeão e Santos Dumont e afirmou ainda que seria fundamental a participação do time de técnicos da Anvisa nas aulas. "Assim vai ser possível mudar o cenário de enfrentamento desta e futuras pandemia", ressaltou.
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