Receita com passageiros cairá 55% nas companhias aéreas Iata

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Alexandre de Juniac, da Iata
Alexandre de Juniac, da Iata
A International Air Transport Association (Iata) atualizou suas previsões de perdas da indústria de aviação comercial com a crise da covid-19 e agora aponta para uma queda de receita com passageiros de US$ 314 bilhões em 2020, 55% de declínio em relação a 2019. A previsão anterior, feita em março, era de 44% de queda, ou US$ 252 bilhões.

As causas para esse aumento das perdas são as restrições domésticas e internacionais que se estendem além dos três meses previstos inicialmente e a chegada da doença na América Latina e na África (em março essas regiões não estavam tão afetadas ainda).

A demanda de passageiros no ano (doméstica e internacional) cairá 48% em comparação a 2019.

Primeiro por questões econômicas, à medida em que o mundo entra em recessão. O PIB mundial deve encolher 6% no segundo trimestre do ano (e no pico da última grande crise financeira encolheu 2%) e a demanda de passageiros geralmente segue o crescimento do PIB.

E segundo por causa das restrições de viagens, que já reduziram o número de voos em abril em 80% no mundo.

No começo do terceiro trimestre os mercados domésticos devem ver o começo de um crescimento da demanda, mas nas ligações internacionais isso deve demorar mais, pois os países estão estendendo as restrições de viagens.

MEDIDAS
“A perspectiva da indústria está a cada dia mais sombria. A escala da crise torna uma possível retomada em forma de V bastante improvável. A recuperação, de forma realista, será em formato de U, com o doméstico voltando mais rapidamente. Os governos tomaram medidas para aliviar a situação, mas ela se mantém crítica. As companhias aéreas podem queimar US$ 61 bilhões de suas reservas em dinheiro somente em abril. Isso coloca em risco 25 milhões de empregos que dependem da aviação. Sem alívio imediato, muitas companhias aéreas não irão sobreviver para liderar a recuperação”, disse o diretor geral da Iata, Alexandre de Juniac.

Entre as medidas sugeridas pela Iata estão suporte financeiro direto às aéreas (pelos governos); empréstimos, garantia de empréstimos e suporte ao mercado de ações; e alívio na taxação das empresas aéreas.
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