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América do Sul: um mercado aéreo ainda dominado por poucos

Emerson Souza
Com mais de 420 milhões de habitantes, a América do Sul conta com um potencial de exploração imenso em relação ao Turismo, porém, o número de companhias aéreas em atuação no continente ainda é pequeno. Poucas empresas dominam esse mercado bilionário, mas a entrada de novas low costs na região deve intensificar a competição pelos passageiros, que só têm a ganhar (e economizar) com mais concorrência, segundo análise da Centre for Aviation (Capa).

Nos últimos anos, fusões como a da Avianca com a Taca e a da Lan com a Tam evidenciaram ainda mais a formação de oligopólios na aviação. A nova Latam foi responsável por 25,9% dos assentos vendidos nos países mais ao Norte do continente sul-americano em julho de 2018, enquanto a Avianca (Colômbia e Brasil) somou 18,6%, um pouco acima da Gol, que registrou 18,4% dos passageiros. Somadas, as três representam mais de 60% do mercado da região.

Quando a análise considera as alianças aéreas, 53,3% dos bilhetes são comercializados por aquelas que fazem parte da Star Alliance ou da Oneworld. Situação semelhante pode ser vista nos países mais ao Sul do continente, onde 77,7% do mercado é dominado por três alianças: Oneworld (41,4%), Skyteam (28,8%) e Star Alliance (7,5%).

Nos países do chamado Cone Sul, 62% dos bilhetes comercializados em julho vieram da soma entre Latam (37%) e Aerolíneas Argentinas (24,9%). Na sequência, apareceram Sky Airline (7,6%), Gol (3,5%), Jetsmart (3,1%) e Copa (2,7%). Outras companhias somaram 21,3% dos passageiros transportados.

Considerada uma “ultra low cost”, a chilena Jetsmart é um bom exemplo de como empresas do tipo podem aproveitar o mercado regional. Criada em junho de 2017 pelo fundo de investimentos Indigo Partners, dos Estados Unidos, a companhia tem ganhado cada vez mais espaço, assim como outras aéreas de baixo custo como a Viva no Peru, a Volaris na Costa Rica e a Flybondi na Argentina.

A low cost argentina, inclusive, já entrou com pedido de autorização para operar rotas envolvendo o Brasil. Mais à frente nesse processo estão a Norwegian e a Avian (filial da Avianca), que obtiveram liberações da Anac nas últimas semanas e devem anunciar o início de suas operações em breve.

Com a entrada de mais companhias aéreas de baixo custo na América do Sul, a tendência é que os 420 milhões de possíveis viajantes do continente tenham mais opções antes de efetuarem suas compras, aumentando a concorrência.


*Fonte: Capa

conteúdo original: https://bit.ly/2np8DpW
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