Aviação pré-pandemia só será igualada em 2025, prevê Alta

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José Ricardo Botelho, presidente da Associação Latino-Americana de Aviação
José Ricardo Botelho, presidente da Associação Latino-Americana de Aviação
Em abril de 2020, o fluxo de passageiros aéreos na América Latina e no Caribe despencou a níveis registrados na década de 1960. Pouco mais de um milhão de pessoas se locomoveram por via aérea no quarto mês deste ano, claramente por conta da pandemia de covid-19. Em condições normais, aproximadamente 35 milhões de passageiros são registrados mensalmente na região. Presidente da Associação Latino-Americana de Transporte Aéreo (Alta), José Ricardo Botelho, lamenta tamanho impacto no Turismo em uma região que vinha apresentando crescimento em uma média de 5% nos últimos anos e prevê o retorno aos níveis pré-pandemia em no mínimo cinco anos.

"O Turismo emprega mais de 17 milhões de latino-americanos e caribenhos. Em 2019, pela primeira vez, a região conseguiu a marca de conectar com todas as regiões do mundo. Vínhamos crescendo muito, mas no meio do caminho havia uma pedra chamada coronavírus", afirmou Botelho em painel realizado esta semana pelo Conselho Mundial de Viagens e Turismo (WTTC). Ele, então, reforçou um pedido levantado pelo CEO da Latam, Roberto Alvo, e a presidente do próprio WTTC, Gloria Guevara: a união de absolutamente todas as partes para acelerar a retomada.

"Sociedade, setores públicos e privados. Estamos vendo pela primeira vez todos com a intenção de se juntar pelo bem do Turismo e da Aviação, mas precisamos de mais. E nós vamos conseguir. Vamos encontrar uma maneira por meio de um trabalho conjunto. Temos de ter paciência, pois gostaria que fosse algo simples e rápido, mas as estimativas mostram que os níveis de 2019 na aviação só serão alcançados em 2025, talvez um pouco mais do que isso", encorajou Botelho. "O apoio financeiro do governo às aéreas é fundamental, essencial para essa recuperação, mas ainda não é o que estamos vendo em todos os mercados latinos."

Reprodução / Pixabay

Segundo Botelho, também é papel de iniciativas pública e privada que garantam a segurança em viajar de avião com saúde e higiene. "Podemos confiar plenamente nos protocolos que estão aí. Eles foram feitos por autoridades extremamente competentes. É preciso transmitir essa segurança à sociedade."

O lado "meio cheio" do copo é que em junho o tráfego aéreo já apresentou sinais de melhora. Extremamente tímidos, mas uma queda no volume de passageiros que em abril foi de 97% e de 96% no mês seguinte, passou a ser de 92% no sexto mês do ano.
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