VoePass comemora sucesso na ponte aérea e fala de concorrentes

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De volta aos céus há pouco mais de um mês, quando retomou parte de suas operações, a VoePass segue conectando os passageiros dos grandes centros urbanos à regiões mais distantes e a cidades deixadas de lado pelas grandes companhias aéreas. Uma das únicas empresas do setor a conseguir um final feliz em um processo de recuperação judicial, a VoePass se diz pronta para a retomada e confiante no futuro a curto, médio e longo prazos, como detalhe o presidente da aérea, o comandante José Luiz Felício Filho.

“Estávamos em um processo de expansão muito acelerado, principalmente no Sudeste, após a nossa entrada em Congonhas. Operávamos em quase 50 cidades e já tínhamos programado mudanças importantes para a malha já no final de março. Mas aí veio a pandemia e precisamos suspender todas as nossas operações. Neste período aproveitamos para fazer diversas coisas, inclusive uma série de negociações com colaboradores, fornecedores e lessores”, disse.

Ao longo desses quatro meses, além dos já conhecidos procedimentos adotados pela aviação em geral, como o uso de máscara e o distanciamento social, a VoePass acelerou investimentos em tecnologia e colocou em operação a primeira versão de seu aplicativo. “Priorizamos esse projeto e lançamos antes da retomada das operações. Com ele, o cliente faz o check-in on-line sem a necessidade de ter que enfrentar filas nos aeroportos”, conta.

A partir de setembro, 33 dos 47 destinos atendidos pela VoePass já estarão reintegrados à malha da companhia. Segundo Felício Filho, isto representa a retomada de 70% da capilaridade da VoePass no pré-pandemia. “Ainda estamos longe de chegar na produção pré-pandemia, pois as operações são realizadas com frequências reduzidas, mas estamos trabalhando para incentivar o tráfego aéreo e o retorno da atividade produtiva”, afirma o executivo.

ESTREOU NA PONTE AÉREA
A reforma que interditou a pista principal do aeroporto de Congonhas por 30 dias trouxe benefícios à aérea. Graças a interdição, a VoePass conseguiu fazer sua estreia na disputada ponte aérea RJ-SP. Para o comandante Felício Filho, a taxa de ocupação média de 70% nos 212 voos operados pela empresa nesta rota é uma excelente resposta do mercado.

“Essa experiência de voar na ponte aérea nos deu um feedback muito positivo, mas nós também surpreendemos. No desembarque no Rio de Janeiro, por exemplo, oferecemos Chá Mate e biscoito Globo, dois ícones da cidade maravilhosa, a todos os clientes. Muitos passageiros que viajaram pela primeira vez em turboélices estão bastante contentes com o que viram. Notaram que a forma de voar e a duração do voo não são tão diferentes assim”, explica ele, relembrando que todos os aviões da VoePass passaram por um retrofit interno durante a “hibernação”.

Felício Filho ressaltou que a VoePass atende um outro mercado corporativo, diferente daquele bastante conhecido entre as grandes capitais. “Nossa proposta está ligada ao agronegócio e este setor não terá reuniões ou conversas por conferências como a que estamos tendo aqui. Eles precisam viajar, precisar estar in loco para efetivarem e tocarem seus trabalhos. Esse corporativo está latente e por isso a nossa retomada está tão acelerada”, afirmou.


Divulgação
Empresa operou com ATR na ponte aérea
Empresa operou com ATR na ponte aérea

FUTURAS E POSSÍVEIS CONCORRENTES
Sobre as recentes notícias que envolvem a chegada de duas novas aéreas – a Nella e a Itapemirim -, o presidente da VoePass se diz tranquilo quanto a possível concorrência. “Eu não sei se tem muita especulação ou se tem algo concreto por trás disso tudo. Ao longo de 25 anos de história, aprendemos que uma empresa regional não é e não será uma empresa de bandeira. O que precisamos ter é bons acordos comerciais, que permitam que nossos clientes se conectem com a malha destes parceiros. Quando eu vejo algumas empresas comentando sobre projetos e possibilidades, pela experiência que eu tenho, eu diria é muito difícil dar certo”, afirma.

Por fim, Felício Filho acredita em uma retomada por completo da malha já no segundo trimestre de 2021. “Se até lá tivermos uma vacina ou o contexto da pandemia mudar por completo, essas previsões automaticamente mudam também”, conclui.
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