Sita revela foco da aviação em segurança, automação e eficiência

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Divulgação
A pandemia redirecionou as prioridades de gastos com Tecnologia e Informação (TI) para companhias aéreas e aeroportos em 2020, conforme a receita despencava e a indústria enfrentava novos requisitos operacionais e de saúde necessários para continuar voando.

Entre as principais descobertas do Air Transport IT Insights 2020 da Sita, publicado hoje (24), está um investimento acelerado no processamento automatizado de passageiros com foco em serviços móveis e sem contato. Também havia um forte foco em serviços de TI virtuais e remotos que permitiam aos funcionários trabalhar em casa enquanto aumentavam as comunicações com os passageiros. A segurança cibernética e os serviços em nuvem - que ajudaram a automatizar as operações e impulsionar novas eficiências - foram fundamentais.

Em 2020, os dados da Sita mostraram que o volume de voos despencou 44% ano a ano devido à pandemia. Como resultado desse impacto na demanda, a Iata previu um prejuízo anual de US$ 118 bilhões para o setor de aviação civil.

"A severa desaceleração em 2020 forçou a indústria de transporte aéreo a se concentrar em impulsionar novas eficiências de custo. Para aumentar a pressão, as companhias aéreas e os aeroportos tiveram que incorporar rapidamente novas medidas de saúde, como processamento de passageiros sem contato e manuseio de novas informações e protocolos de saúde, incluindo testes de PCR em diversos destinos, esforços realizados em um mercado que continua enfrentando rápidas mudanças na regulamentação das viagens aéreas que tornam o planejamento operacional volátil e de última hora. Para resolver esses desafios, a indústria se voltou para a tecnologia", afirmou o CEO da Sita at Airports & Borders, David Lavorel.

DADOS E AUTOMAÇÃO

Tornar o processo de check-in totalmente sem contato agora é a principal prioridade para aeroportos e companhias aéreas para ajudar a proteger os passageiros e funcionários, melhorar a experiência do passageiro e aumentar a eficiência.

A tecnologia biométrica é o foco do investimento em aeroportos, com 64% dos aeroportos com o objetivo de implantar portões de auto-embarque usando documentação biométrica e de identificação até 2023, três vezes mais do que em 2020. As companhias aéreas dobraram as implementações e planejam dobrar o investimento para o auto-embarque usando documentação biométrica e de identificação até 2023 (82%).

Da mesma forma, as companhias aéreas estão priorizando um processo de check-in totalmente sem contato e a maioria deseja opções de pagamento móvel sem contato para todos os serviços prestados. A maioria (79%) está focada na liberação de bagagem própria para os passageiros. Todos os serviços essenciais ao cliente ficarão sem contato desde a reserva até a chegada, incluindo acesso automatizado à sala de espera e relatórios móveis de atraso de bagagem.

Aplicativos móveis de companhias aéreas para serviços de passageiros são uma prioridade, com quase todas (97%) das companhias aéreas tendo grandes programas em vigor até 2023. Em 2023, a maioria das companhias aéreas planeja enviar aos passageiros notificações em tempo real em seus dispositivos móveis sobre suas malas e plano para fornecer informações de rastreamento de bagagem em tempo real para a equipe.

SERVIÇOS VIRTUAIS

Em resposta à pandemia, a maioria das companhias aéreas e aeroportos estão investindo mais em serviços internos de TI virtuais e remotos, permitindo que os funcionários trabalhem de forma mais ágil e eficaz, ao mesmo tempo que agilizam as comunicações com os passageiros. Quase três quartos dos aeroportos e companhias aéreas continuarão a investir em troca de dados, serviços em nuvem, segurança cibernética e inteligência de negócios para acelerar seus processos digitais em aeroportos. Isso inclui aumentar os serviços em aplicativos móveis para passageiros.
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