Bagagens extraviadas geram prejuízo bilionário para companhias aéreas, aponta Sita
Relatório aponta que integração com AirTag da Apple contribuiu para redução de 90% de malas perdidas

O custo médio de uma bagagem extraviada, atrasada ou danificada passou a ser estimado em US$ 260, segundo novo relatório da Sita. De acordo com o estudo, os problemas relacionados ao manuseio de bagagens geraram um prejuízo global de US$ 6,3 bilhões para a indústria aérea. A Sita destaca que esse montante equivale a cerca de 15% do lucro anual do setor, estimado em US$ 41 bilhões em 2025.
Apesar do impacto financeiro, o relatório aponta uma melhora no desempenho operacional das companhias aéreas. Em 2025, a taxa de bagagens manuseadas incorretamente caiu 23%, enquanto o volume total de malas com algum tipo de problema recuou 19%, alcançando o menor patamar registrado desde o período da pandemia.
A Ásia-Pacífico registrou o melhor desempenho, com a menor taxa de bagagens extraviadas, atrasadas ou danificadas: 3,41 ocorrências a cada mil passageiros. A região também apresentou o menor custo médio por bagagem com problemas, estimado em US$ 210.
Na outra ponta, a Europa concentrou o maior índice de ocorrências entre os principais mercados, com 10,5 bagagens manuseadas incorretamente a cada mil passageiros e um custo médio de US$ 295 por caso. Segundo a Sita, o desempenho europeu é impactado principalmente pelo grande volume de voos com conexão, além de limitações de capacidade da infraestrutura e restrições operacionais, fatores que aumentam o risco de falhas no transporte de bagagens.
O relatório também destaca os resultados da integração entre o Apple AirTag, o recurso Find My e o sistema WorldTracer, da Sita, utilizada para auxiliar na localização de bagagens. Segundo a empresa, a tecnologia reduziu em 90% o número de malas consideradas definitivamente perdidas durante o primeiro ano de operação conjunta.
Além disso, a solução contribuiu para diminuir em 26% o tempo necessário para recuperar bagagens atrasadas, acelerando o processo de localização e devolução aos passageiros. Atualmente, 29 companhias aéreas já utilizam a integração entre o WorldTracer e a plataforma da Apple em seus processos de recuperação de bagagens.
Outra novidade destacada no relatório é a integração do Google Find Hub ao WorldTracer. Com a autorização do passageiro, a ferramenta permite compartilhar a localização da bagagem diretamente com a plataforma utilizada pelas companhias aéreas para rastrear e recuperar malas extraviadas ou atrasadas.