Brasil melhora indicadores de segurança aérea em 2025; aviação regular não registra acidentes
No cenário internacional, o Brasil ocupa a sétima posição entre 185 países no programa da Oaci

A aviação civil brasileira encerrou 2025 com melhora na maioria dos principais indicadores de segurança operacional, segundo o Relatório Anual de Segurança Operacional 2025 divulgado pela Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). No transporte aéreo regular de passageiros, foram 914 mil decolagens ao longo do ano sem registro de acidentes ou fatalidades.
Considerando todos os segmentos da aviação civil, o País registrou 153 acidentes em 2025, queda de 12,57% em relação ao ano anterior, além de 82 incidentes graves contabilizados, alta de 15,49%, e 62 fatalidades, redução de 59,21% na comparação com 2024.

O relatório aponta ainda uma redução de 24% na taxa de acidentes por 100 mil horas voadas, que passou para 5,9 em 2025. A taxa de fatalidades também caiu 56% no período.
Segundo a Anac, a evolução dos indicadores está relacionada, entre outros fatores, à maior efetividade do gerenciamento da segurança operacional, permitindo a identificação e o tratamento de riscos antes que eles evoluam para acidentes.

No cenário internacional, o Brasil ocupa a sétima posição entre 185 países no Programa de Prontidão USOAP-CMA, da Organização da Aviação Civil Internacional (Oaci). O País alcançou índice de implementação efetiva de 95,46% no programa, resultado acima da média mundial, estando entre os dez países com maior volume de decolagens da aviação regular no mundo.
