Boeing desiste de comprar a Embraer; negócio foi cancelado

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A Boeing anunciou hoje, em Chicago, em desistiu de seu acordo de compra da Embraer, pelo qual seria criada uma joint venture com a área de aviação comercial da companhia brasileira. Uma segunda joint venture seria criada para desenvolver mercados para o C-390 Millennium.

Pelo acordo, 24 de abril era o prazo inicial limite para a transação, mas a Boeing escolheu não estender esse prazo e cancelar o contrato, pois a Embraer não teria atendido a determinadas condições.

“A Boeing trabalhou diligentemente por mais de dois anos para finalizar a transação com a Embraer. Nos últimos meses, fomos produtivos mas não tivemos sucesso em negociações para satisfazer as condições do acordo proposto (master transaction agrément – MTA). Tentamos resolver até o final do primeiro prazo, mas isso não ocorrer”, disse o presidente de Alianças e Operações para a Embraer na Boeing, Marc Allen. “É extremamente frustrante. Mas chegamos a um ponto onde a continuidade da negociação não resolverá os problemas do acordo original”.

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A parceria entre as duas empresas recebeu aprovações de todas as autoridades regulatórias, diz o comunicado, menos da Comissão Europeia. Boeing e Embraer continuarão com um Master Teaming Agreement (MTA), assinado em 2016, para ações com a aeronave militar C-390 Millennium.

Some-se a tudo isso a enorme crise financeira por que passa a Boeing, devido ao relançamento do 737-MAX e à atual crise de covid-19, com as encomendas de novas aeronaves despencando ou sendo suspensas, e temos o ambiente perfeito para o fim do acordo. A Embraer, por seu lado, ainda não se manifestou, mas sofre com os mesmos problemas devido à crise do novo coronavírus.
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