Aeroméxico pede recuperação judicial; empresa continuará voando

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Divulgação
O Grupo Aeroméxico anunciou hoje que entrou com pedido de recuperação judicial (Chapter 11) nos Estados Unidos. A empresa havia negado os rumores de uma recuperação há cerca de uma semana, mas não resistiu à crise causada pela covid-19 e tenta ingressar voluntariamente no processo de reestruturação. Empresa aérea mexicana garante que continua operando e honrará todos os bilhetes já comprados. A empresa segue o exemplo de outras companhias latinas, como a Latam e a Avianca, e ainda de grupos globais, como o Cirque du Soleil e a Hertz. A Revista PANROTAS desta semana traz uma reportagem explicando o que é uma recuperação judicial e a diferença do processo no Brasil e nos Estados Unidos.

“A nossa indústria enfrenta desafios sem precendentes derivados de uma significativa redução na demanda de passageiros”, disse o diretor geral da empresa, Andrés Conesa. “Estamos comprometidos em adotar as medidas necessárias para operar de maneira eficiente nesta nova realidade e estarmos mais bem preparados para um futuro exitoso após a pandemia. Com o processo do Capítulo 11 esperamos fortalecer nossa posição financeira e aumentar nossa liquidez, criando ao mesmo tempo uma plataforma sustentável que nos permita transitar com êxito a incerteza econômica global”.

Assista abaixo ao vídeo gravado por Andrés Conesa:



As operações da empresa continuam e este mês a companhia afirma que irá aumentar sua presença no México quase dobrando o número de voos em relação ao anterior. Já a operação internacional, de acordo com comunicado, estará quatro vezes maior em julho em relação a junho.

No comunicado em que explica os motivos por que pediu a proteção do Chapter 11 (a recuperação judicial americana) para se reestruturar financeiramente, a Aeromexico diz que a medida visa proteger suas operações, honrando todos os bilhetes, reservas, vouchers e pontos do programa Premier.

A empresa garante que continuará operando normalmente e os funcionários recebendo salários e com as mesmas funções. A Aeroméxico também disse que pretende continuar com suas parcerias com outras aéreas, incluindo a aliança estratégica com a Delta Air Lines.

A empresa tem 119 aeronaves em sua frota, formada por Boeing 787 e 737 e Embraer 170 e 190. É membro fundador da aliança Skyteam, que tem 19 empresas aéreas de todo o mundo, incluindo a Delta, que comprou, há três anos, 32% de participação na Aeromexico.

A aérea mexicana também está negociando um empréstimo, como parte do processo de recuperação (DIP financing em inglês) e afirma que continuará seguindo com os protocolos de saúde e segurança que vem adotando desde o início da pandemia.

“Nossa prioridade sempre foi manter um ambiente seguro para nossos clientes e sabemos que hoje isso é mais importante que nunca”, disse o diretor geral, Andrés Conesa.

Saiba mais sobre o processo de reestruturação e https://vuela.aeromexico.com/reorganizacion.
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