Gol vai operar com 27 aviões em junho e volta a 5 bases; saiba quais

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Filip Calixto
Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas
Paulo Kakinoff, presidente da Gol Linhas Aéreas
A Gol Linhas Aéreas publicou hoje uma atualização a seus investidores, para que eles acompanhem os resultados e a liquidez da companhia em meio à crise de covid-19.

Segundo a companhia, desde a última atualização, feita em 13 de maio, a empresa melhorou sua posição de liquidez para mais de 12 meses em reservas de caixa. O presidente da Gol, Paulo Kakinoff, atribuiu o resultado aos “menores custos operacionais do mercado, e ao modelo flexível de gerenciamento de frota, que permite ajustes rápidos de capacidade.

“Estamos confiantes na atestada capacidade da Gol em não apenas superar a crise como também prosperar”, disse o executivo, que será um dos próximos entrevistados da live Check Point, da PANROTAS e Imaginadora, no Portal PANROTAS (a data será divulgada no programa desta quinta-feira, 11, que falará sobre o comportamento do consumidor de viagens nas redes sociais durante a pandemia).

Segundo comunicado da Gol, a empresa possuía R$ 3,5 bilhões em caixa em 31 de maio, o que garante mais de 12 meses de despesas, excluindo reembolsos e caixa restrito.

VENDAS AUMENTARAM
No relatório, o vice-presidente de Vendas e Marketing da Gol, Eduardo Bernardes, revela que a empresa vendeu 105% mais de bilhetes em maio, em todos os seus canais, com a receita de passageiros transportados aumentando 22% somente com os voos adicionais da última semana de maio.


Emerson Souza
Eduardo Bernardes, vice-presidente da Gol
Eduardo Bernardes, vice-presidente da Gol

“As vendas da Gol cresceram mais de 20% a cada sete dias, nas últimas três semanas, e estamos aumentando nossa malha de julho para poder oferecer mais opções de viagens aos clientes”, afirmou.

A empresa operou com 13 aeronaves em maio, totalizando apenas 7% das operações de maio de 2019. No final do mês o índice subiu para 10% e em junho deve chegar a 20% do total de junho do ano passado.

VOLTA A 5 BASES
Até o final de junho, a Gol chegará a 27 aeronaves em operação, reabrindo cinco bases (Porto Seguro, Petrolina, Ilhéus, Juazeiro do Norte e Chapecó) e voos adicionais de Congonhas (SP) para nove aeroportos (Porto Alegre, Curitiba, Confins, Florianópolis, Navegantes, Recife, Salvador e SDU e GIG, no Rio).

Para adequar sua oferta à demanda esperada, a empresa está reduzindo sua frota para cerca de 100 aeronaves, eliminando entre 18 e 20 aviões. Segundo a empresa, as aeronaves são 100% arrendamento operacionais, sem financiamento do mercado de capitais ou arrendamentos financeiros, e por isso vem contando com apoio dos lessores nessa readequação.

“Nosso gerenciamento de capacidade tem sido e continuará sendo um diferencial competitivo significativo e reflete nosso estilo conservador”, acrescentou o vice-presidente de Operações, Celso Ferrer.

Até agora em 2020 a Gol já reduziu sua frota em 11 B737-800 e devolverá outras sete no segundo semestre, com possibilidade de reduzir a frota em até mais 30 aviões entre 2021 e 2022. Além disso, a empresa cortou os recebimentos do Boeing 737-MAX para 2020-2022 em 47 aeronaves.

A capacidade da empresa deve aumentar 290% no terceiro trimestre do ano e 135% no quarto, mostrando que a companhia já tem uma visão mais clara da retomada dos negócios.

RECUPERAÇÃO LENTA
Ainda no documento aos investidores, a Gol afirma estar preparada para uma recuperação lenta do mercado.
O vice-presidente financeiro, Richard Lark, complementa: “Estávamos fortalecidos operacionalmente e possuíamos o melhor balanço dentre todas as empresas aéreas da América do Sul, e essa força nos permitiu superar amplamente essa pandemia”.

“Implementamos todos os procedimentos de saúde necessários e estamos prontos para transportar nossos clientes com o mesmo nível de segurança e conforto característicos dos nossos quase 20 anos de transporte aéreo de passageiros no Brasil”, comentou Paulo Kakinoff.

LEIA NA ÍNTEGRA A ATUALIZAÇÃO MENSAL AO INVESTIDOR DA GOL
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