HOTELARIA: que segmentos saem na frente na retomada?

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Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, Diogo Canteras, da HotelInvest, Emanoel Lima, da Omnibees, Patricia Boo, da STR, Orlando de Souza, do Fohb, e Pedro Cypriano, da HotelInvest
Artur Luiz Andrade, da PANROTAS, Diogo Canteras, da HotelInvest, Emanoel Lima, da Omnibees, Patricia Boo, da STR, Orlando de Souza, do Fohb, e Pedro Cypriano, da HotelInvest
A HotelInvest, a Omnibees, a STR e o FOHB se uniram e realizaram o estudo “Recuperação da Hotelaria Urbana no Brasil”, apresentado ontem, durante live com apoio do Portal PANROTAS.

O estudo pode ser baixado no link http://conteudo.hotelinvest.com.br/recuperacaohoteleira e traz como highlights os possíveis cenários para os hotéis de São Paulo econômicos, midscale e de luxo. Rentabilidade, diária média e ocupação estão nas previsões do estudo, que aponta um caminho mais difícil e longo de retomada para os hotéis de luxo, que dependem mais do fluxo internacional e dos eventos, dois segmentos que devem demorar mais a voltar.

Hotéis econômicos nos grandes centros urbanos, hotéis de centros urbanos com perfil de hóspede de mercados regionais e de lazer e hotéis em cidades secundárias, perto de grandes centros (como Petrópolis, no Rio, Gramado, no Rio Grande do Sul, e Campos do Jordão, em São Paulo, por exemplo) terão melhores caminhos de recuperação. Gramado, na semana passada, como mostrou a Omnibees na sua apresentação, teve mais reservas que São Paulo.

Assista à apresentação no vídeo, abaixo:




QUAL CENÁRIO PREVALECERÁ?
Para todos, no entanto, ela será longa e gradual. Mesmo com o aparecimento de uma vacina, a aceleração só se dará a partir de 2021, com os negócios retornando a níveis pré-crise somente em pelo menos dois anos e seis meses. Nesse caso, vai entrar em cena o fator econômico.

Segundo o estudo, o cenário não deve desestimular novos investimentos e nem projetos dos fundos para o Brasil. “Apostamos no cenário moderado (realista), mas todos precisam se preparar para o mais conservador”, disse Pedro Cypriano, da HotelInvest. Segundo ele, há muitas variáveis em um cenário bastante fluido, por isso, o acompanhamento dos hoteleiros deve ser dia a dia, com lupa em todos os dados disponíveis. E foi isso que a HotelInvest, Omnibees, STR e FOHB quiserem com esse estudo: apresentar dados e análises reais, para que todos tomem as melhores decisões.
Pedro Cypriano, da HotelInvest, apresenta o estudo
Pedro Cypriano, da HotelInvest, apresenta o estudo
CARACTERÍSTICAS DA RETOMADA

1) LENTA
2) GRADUAL
3) AINDA COM HORIZONTE INDEFINIDO, QUE PODEM ACELERAR OU ATRASAR AS PREVISÕES
4) DIFERENTE EM CADA REGIÃO DO PAÍS E DEPENDENDO DO MIX DE CADA HOTEL

SAEM NA FRENTE
1) HOTÉIS COM FORTE PÚBLICO REGIONAL (que não dependem do aéreo)
2) HOTÉIS COM FORTE PÚBLICO DE LAZER
3) HOTÉIS ECONÔMICOS
4) HOTÉIS EM CIDADES SECUNDÁRIAS, PERTO DE GRANDES CENTROS URBANOS

TERÃO MAIS DIFICULDADES
1) HOTÉIS COM FORTE PÚBLICO NACIONAL (que dependem do aéreo)
2) HOTÉIS MAIS VOLTADOS AO CORPORATIVO E AOS EVENTOS

RECUPERAÇÃO SERÁ MAIS DESAFIADORA PARA
1) HOTÉIS UPSCALE E SOFISTICADOS
2) HOTÉIS COM DEPENDÊNCIA MAIOR DE EVENTOS
3) HOTÉIS COM GRANDE SHARE DE PÚBLICO INTERNACIONAL

MEDIDAS DURANTE A CRISE
1) MEXER NOS CUSTOS
2) CONTROLAR O CAIXA
3) CONTAR COM A EXTENSÃO DAS MPs DO GOVERNO PARA CONTRATOS DE TRABALHO E EMPRÉSTIMOS, ALÉM DE ISENÇÕES FISVAIS
4) TENTAR ALGUMA GUINADA, MESMO PARCIAL, PARA CONQUISTAR O PÚBLICO REGIONAL E NACIONAL, A LAZER OU CORPORATIVO, NESSE PERÍODO INICIAL
5) SE PREPARAR PARA UM POSSÍVEL CENÁRIO CONSERVADOR, EM QUE A RECUPERAÇÃO SERÁ AINDA MAIS LENTA

O estudo completo pode ser baixado no link http://conteudo.hotelinvest.com.br/recuperacaohoteleira.
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