Beatriz Contelli   |   04/05/2026 16:59

Projeto Conexão Mata Atlântica organiza roteiro integrado de Turismo de experiência no ES

Iniciativa do Sebrae-ES com a Turismo 360 reúne seis empreendimentos e pretende expandir até 2027

PANROTAS / Guilherme Alcorta
Marcela Pimenta, da Turismo 360, Ivair Segheto e Renata Vescovi, do Sebrae-ES, Chef Ricardo Silva, da Cozinha Rústica Bistrô, e Aline Lobato e Adenilson Panzin, da Reserva Águia Branca
Marcela Pimenta, da Turismo 360, Ivair Segheto e Renata Vescovi, do Sebrae-ES, Chef Ricardo Silva, da Cozinha Rústica Bistrô, e Aline Lobato e Adenilson Panzin, da Reserva Águia Branca

ESPÍRITO SANTO - O ESTour - Salão Capixaba do Turismo, que aconteceu na última semana em Vitória, convidou algumas personalidades para conhecerem o Conexão Turismo Mata Atlântica, projeto liderado pelo Sebrae-ES em parceria com a Turismo 360 Consultoria.

A iniciativa tem como objetivo estruturar um roteiro integrado de Turismo de experiência na região serrana capixaba, conectando empreendimentos, atrativos naturais e iniciativas locais em torno de um posicionamento comum: a valorização da Mata Atlântica como ativo econômico e turístico.

Atualmente, o projeto reúne seis empreendimentos e atrativos principais, incluindo dois parques estaduais — Parque Estadual da Pedra Azul e Parque Estadual do Forno Grande — e duas reservas privadas, a Reserva Águia Branca e a Reserva Kaetés, além de experiências associadas à gastronomia, café e produção local.

A proposta, no entanto, é de expansão. Segundo os organizadores, o projeto deve incorporar novos participantes ao longo dos próximos meses, chegando a nove empreendimentos em uma segunda fase, com perspectiva de crescimento contínuo até 2027.

“Estamos estruturando um roteiro de baixa densidade e alto valor agregado, com grupos pequenos e uma forte conexão entre os empreendimentos. A proposta envolve comunicação conjunta, aproximação com o mercado B2B e organização de tarifários, além de entregar uma experiência completa, com transporte e guia, para comercialização em parceria com agências especializadas",

Marcela Pimenta, fundadora da Turismo 360 Consultoria.

Destino ainda em construção, mas com proposta clara

Durante a apresentação, foi destacado que o roteiro ainda está em fase de desenvolvimento, com lançamento oficial previsto para os próximos meses. A estratégia envolve não apenas organizar os atrativos existentes, mas também qualificar os empreendimentos para atuação no mercado turístico.

Divulgação/Sebrae-ES
Reserva Kaetés
Reserva Kaetés

Entre as ações estão:

  • Diagnóstico e estruturação dos negócios
  • Desenvolvimento de experiências turísticas
  • Criação de materiais promocionais e posicionamento de marca
  • Integração entre os empreendedores do território
  • Preparação para comercialização com operadoras e agências

A metodologia aplicada inclui acompanhamento contínuo dos empreendimentos e ajustes práticos nas experiências, com foco direto em geração de receita e aumento de competitividade.

Integração e visão de mercado são pilares do projeto

Um dos principais pontos discutidos durante a apresentação foi a necessidade de integração entre os players locais, estimulando uma atuação conjunta em vez de iniciativas isoladas.

A proposta é que os empreendedores passem a se enxergar como parte de um ecossistema turístico, criando conexões entre suas ofertas — como hospedagem, gastronomia, natureza e experiências — e facilitando a montagem de roteiros comercializáveis.

Divulgação/Sebrae-ES
Reserva Águia Branca
Reserva Águia Branca

Outro ponto relevante é a aproximação com o mercado. A estratégia do projeto prevê:

  • Realização de famtours e press trips
  • Treinamento de influenciadores locais
  • Desenvolvimento de produtos prontos para operadoras
  • Estruturação de governança da rota

“Também trabalhamos para criar consciência entre os empresários sobre a importância de não degradar o meio ambiente, evitando grandes fluxos e priorizando um modelo mais equilibrado. A ideia é que o Conexão Mata Atlântica tenha uma comunicação fluida com o mercado e se posicione dentro do Turismo regenerativo, permitindo que os empreendedores se beneficiem da atividade enquanto contribuem para a conservação da natureza", completa Marcela.

Potencial de posicionamento competitivo

A discussão também trouxe uma visão prática sobre comercialização, destacando a importância de estruturar produtos que atendam diferentes perfis de viajantes, inclusive combinando a região de montanha com outros destinos do Espírito Santo, como o litoral.

A leitura é que o destino ainda não está consolidado no imaginário do turista brasileiro, mas possui potencial para se posicionar como alternativa a destinos já estabelecidos, especialmente no segmento de Turismo de natureza e experiência.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Anhembi Morumbi com pós-graduação em Política e Relações Internacionais pela FAAP. Entrou na PANROTAS em 2019, com foco especialmente em Branded Content, e, desde 2024, atua como repórter da redação.