Projeto Conexão Mata Atlântica organiza roteiro integrado de Turismo de experiência no ES
Iniciativa do Sebrae-ES com a Turismo 360 reúne seis empreendimentos e pretende expandir até 2027

ESPÍRITO SANTO - O ESTour - Salão Capixaba do Turismo, que aconteceu na última semana em Vitória, convidou algumas personalidades para conhecerem o Conexão Turismo Mata Atlântica, projeto liderado pelo Sebrae-ES em parceria com a Turismo 360 Consultoria.
A iniciativa tem como objetivo estruturar um roteiro integrado de Turismo de experiência na região serrana capixaba, conectando empreendimentos, atrativos naturais e iniciativas locais em torno de um posicionamento comum: a valorização da Mata Atlântica como ativo econômico e turístico.
Atualmente, o projeto reúne seis empreendimentos e atrativos principais, incluindo dois parques estaduais — Parque Estadual da Pedra Azul e Parque Estadual do Forno Grande — e duas reservas privadas, a Reserva Águia Branca e a Reserva Kaetés, além de experiências associadas à gastronomia, café e produção local.
A proposta, no entanto, é de expansão. Segundo os organizadores, o projeto deve incorporar novos participantes ao longo dos próximos meses, chegando a nove empreendimentos em uma segunda fase, com perspectiva de crescimento contínuo até 2027.
“Estamos estruturando um roteiro de baixa densidade e alto valor agregado, com grupos pequenos e uma forte conexão entre os empreendimentos. A proposta envolve comunicação conjunta, aproximação com o mercado B2B e organização de tarifários, além de entregar uma experiência completa, com transporte e guia, para comercialização em parceria com agências especializadas",
Marcela Pimenta, fundadora da Turismo 360 Consultoria.
Destino ainda em construção, mas com proposta clara
Durante a apresentação, foi destacado que o roteiro ainda está em fase de desenvolvimento, com lançamento oficial previsto para os próximos meses. A estratégia envolve não apenas organizar os atrativos existentes, mas também qualificar os empreendimentos para atuação no mercado turístico.

Entre as ações estão:
- Diagnóstico e estruturação dos negócios
- Desenvolvimento de experiências turísticas
- Criação de materiais promocionais e posicionamento de marca
- Integração entre os empreendedores do território
- Preparação para comercialização com operadoras e agências
A metodologia aplicada inclui acompanhamento contínuo dos empreendimentos e ajustes práticos nas experiências, com foco direto em geração de receita e aumento de competitividade.
Integração e visão de mercado são pilares do projeto
Um dos principais pontos discutidos durante a apresentação foi a necessidade de integração entre os players locais, estimulando uma atuação conjunta em vez de iniciativas isoladas.
A proposta é que os empreendedores passem a se enxergar como parte de um ecossistema turístico, criando conexões entre suas ofertas — como hospedagem, gastronomia, natureza e experiências — e facilitando a montagem de roteiros comercializáveis.

Outro ponto relevante é a aproximação com o mercado. A estratégia do projeto prevê:
- Realização de famtours e press trips
- Treinamento de influenciadores locais
- Desenvolvimento de produtos prontos para operadoras
- Estruturação de governança da rota
“Também trabalhamos para criar consciência entre os empresários sobre a importância de não degradar o meio ambiente, evitando grandes fluxos e priorizando um modelo mais equilibrado. A ideia é que o Conexão Mata Atlântica tenha uma comunicação fluida com o mercado e se posicione dentro do Turismo regenerativo, permitindo que os empreendedores se beneficiem da atividade enquanto contribuem para a conservação da natureza", completa Marcela.
Potencial de posicionamento competitivo
A discussão também trouxe uma visão prática sobre comercialização, destacando a importância de estruturar produtos que atendam diferentes perfis de viajantes, inclusive combinando a região de montanha com outros destinos do Espírito Santo, como o litoral.
A leitura é que o destino ainda não está consolidado no imaginário do turista brasileiro, mas possui potencial para se posicionar como alternativa a destinos já estabelecidos, especialmente no segmento de Turismo de natureza e experiência.