Beatrice Teizen   |   09/02/2026 12:01
Atualizada em 09/02/2026 16:12

Bad Bunny leva Porto Rico ao Super Bowl em show histórico de identidade e resistência

Artista trouxe perreo, casamento de verdade, Lady Gaga e Ricky Martin com muitos elementos latinos


NFL/Todd Rosenberg
Bad Bunny no Super Bowl
Bad Bunny no Super Bowl

A noite desse domingo (8) foi marcada por mais um Super Bowl – final da NFL – e o show de intervalo ficou por conta de Bad Bunny, cantor de Porto Rico, vencedor do Grammy 2026 e que vem despontando nos streamings.

Ele fez história não somente por ser o primeiro artista a conduzir uma apresentação musical inteiramente em espanhol, reforçando a ascensão do pop latino, mas também por não deixar de lado sua forte atuação política, ativismo e identidade porto-riquenha, principalmente no contexto atual da relação entre os EUA com imigrantes e a comunidade latina.

No cenário, Bad Bunny trouxe uma ambientação de Porto Rico, com elementos para levar o telespectador para sua cultura e raízes: trabalhadores no campo, senhores jogando dominó, manicure, lutadores de boxe, ambulante de "compro ouro", carrinho de água de coco e de tacos e tantos outros personagens do cotidiano que todo latino já viu.

A casita também não podia faltar. O lugar representa uma típica casa porto-riquenha e em todos os seus show reúne celebridades. No Super Bowl não poderia ser diferente. Ontem, artistas como Pedro Pascal, Jessica Alba, Cardi B e Karol G estiveram presentes – todos latinos ou de ascendência latina.

“Perreo”, estilo de dança de Porto Rico dos anos 1980, um casamento de verdade, salsa com Lady Gaga, Ricky Martin, que também é de Porto Rico, uma Nova York latina com “bodegas” norte-americanas e bandeira de Porto Rico seguida de um apagão no estádio também fizeram parte do show.

NFL/Kevin Sabitus
"A única coisa mais poderosa que o ódio é o amor"

O que é a América?

Benito Antonio Martinez Ocasio, o Bad Bunny, finalizou a apresentação com uma bola de futebol americano nas mãos que dizia “Juntos, somos América”, ao lado de bailarinos que seguravam as bandeiras de todos os países das Américas: do Sul, Central e do Norte.

Com uma faixa ao fundo com os dizeres "a única coisa mais poderosa que o ódio é o amor", o encerramento do show foi com ele citando todos esses países, incluindo os Estados Unidos e o Canadá, dizendo ao final: “Deus abençoe a América. E minha terra-mãe, minha pátria, Porto Rico.”


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Sobre o autor

Jornalista formada pela PUC-SP, com experiência em redações como Forbes Brasil e Agora São Paulo, além de colaborações para CNN Brasil e UOL. Entrou na PANROTAS em 2017, com foco especialmente no PANROTAS Corporativo, e, desde 2021, atua como coordenadora de Redação