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Visit Britain comemora conectividade e torce por rota via NE

No último ano, mais de 333 mil assentos estiveram disponíveis para viajantes em rotas diretas entre o Brasil e o Reino Unido, o que representou um aumento de 16% em relação a 2017. E apesar do resultado ainda ser inferior ao registrado anualmente entre 2011 e 2015, o Visit Britain não só comemorou o desempenho de 2018, como mostrou-se bastante confiante com a tendência positiva na conectividade aérea entre as duas nações nos próximos anos.

Marcel Buono
Gavin Landry, VP executivo do Visit Britain nas Américas, e Malcolm Griffiths, diretor no Brasil
Gavin Landry, VP executivo do Visit Britain nas Américas, e Malcolm Griffiths, diretor no Brasil
Nesta quarta-feira (27), o órgão responsável pela promoção turística do Reino Unido mundo afora revelou alguns números do Turismo em relação ao Brasil, seu principal mercado na América Latina, e sugeriu uma conexão entre os dois destinos via região Nordeste, seguindo o exemplo colocado em prática pela Air France e a KLM com Paris, na França, e Amsterdã, na Holanda, respectivamente.

“Estamos muito felizes com a entrada da Norwegian e da Virgin Atlantic no mercado brasileiro, o que aumentará ainda mais a oferta aérea entre o Brasil e a Inglaterra, que hoje em dia é oferecida apenas pela British Airways e pela Latam Airlines. Com mais voos, mais oportunidades de negócios e descobertas se abrirão, intensificando o intercâmbio entre os dois países”, disse o vice-presidente do Visit Britain nas Américas, Gavin Landry.

“A partir do próximo domingo (31), a Norwegian estreará sua rota entre o Rio e Londres, enquanto a Virgin Atlantic entrará no mercado brasileiro no próximo ano, mas queremos mais. Gostaríamos de contar com novas rotas no futuro, abrindo portas de entrada além de São Paulo e Rio de Janeiro. A exemplo do sucesso da Air France-KLM, que passou a usar Fortaleza como hub, poderíamos voar para cidades do Nordeste como Recife, Salvador ou a própria capital do Ceará”, completou o diretor do Visit Britain no Brasil, Malcolm Griffiths.

Ao longo de 2018, mais de 259 mil assentos foram comercializados para voos entre o Aeroporto de Guarulhos e o Aeroporto de Heathrow, em Londres, sendo 57% da Latam e 43% da British. Já o Rio de Janeiro teve mais de 73 mil assentos disponíveis, todos pela companhia aérea britânica que comemora 100 anos de idade em 2019. Ou seja, considerando o fluxo aéreo direto entre os dois países, São Paulo representou 78% do total, enquanto o Rio ficou com 22%.

O BRASILEIRO NO REINO UNIDO
De acordo com os dados divulgados pelo Visit Britain, 48% dos turistas que chegam ao Reino Unido são residentes do Estado de São Paulo. Na sequência, aparecem: Rio de Janeiro (23%), demais Estados do Sudeste (12%), região Sul (7%), Brasília (5%), Recife (4%), demais Estados do Nordeste (0,7%), região Centro-Oeste (0,6%) e região Norte (0,5%).

Quanto aos hábitos para reservar passagens aéreas e hospedagens, 48% dos turistas que saíram do Brasil rumo a Inglaterra, País de Gales, Escócia ou Irlanda do Norte, efetuaram compras diretas com os fornecedores. As agências de viagens online apareceram em 32% dos negócios, enquanto os demais 20% foram garantidos por agentes de viagens tradicionais.

Os homens viajaram ligeiramente mais que as mulheres para o Reino Unido, somando 52% do total. Já a faixa etária majoritária foi a que engloba pessoas de 24 a 34 anos de idade, representando 33% do fluxo. Aqueles que têm entre 35 e 44 anos ficaram com a segunda fatia, de 22%, enquanto a terceira ficou com aqueles que possuem entre 45 e 54 anos, com 18%.

Marcel Buono
Gavin Landry durante apresentação do Visit Britain em São Paulo
Gavin Landry durante apresentação do Visit Britain em São Paulo
Dentro do contingente analisado, 63% viajaram acompanhados de namorada/o ou esposa/o, 24% foram com crianças menores de 16 anos de idade, 16% foram sozinhos, 12% com outros adultos da família, 10% com amigos e apenas 3% fez parte de um grupo de Turismo.

“Gostaríamos de contar com mais guias turísticos brasileiros trabalhando no Reino Unido. Apesar de percebermos que grande parte dos turistas que viaja para o destino sabe falar inglês, também entendemos que, algumas vezes, os britânicos não são tão calorosos como os brasileiros, que também nem sempre se sentem à vontade para questionar algo em outra língua. Há espaço para explorar esse mercado de grupos de Turismo vindos do Brasil”, sugeriu Gavin Landry.

UM DESTINO PARA TODOS
Durante a apresentação do Visit Britain, a grande variedade de atrativos dos países que fazem parte da Grã-Bretanha foi abordada e, apesar de Londres ser o principal alvo de turistas brasileiros, outras cidades e regiões também oferecem opções para turistas de diferentes nichos, como os fãs de gastronomia, história, músicas, filmes, séries e esportes, por exemplo.

“O Reino Unido está de braços abertos para receber pessoas de todos os lugares do mundo, de todas as cores, raças, religiões ou opções sexuais. Inclusive, de acordo com dados de 2016, 94% dos brasileiros que nos visitaram afirmaram que recomendariam a viagem para outras pessoas”, comentou Malcolm Griffiths.

Marcel Buono
Malcolm Griffiths durante apresentação do Visit Britain em São Paulo
Malcolm Griffiths durante apresentação do Visit Britain em São Paulo
Entre os pacotes destacados pelo Visit Britain, os que envolvem o futebol ganharam força neste ano. Sendo a terra onde o esporte foi inventado, assim como onde jogam alguns dos maiores clubes do mundo, a exemplo de Liverpool, Manchester United, Manchester City, Arsenal, Chelsea e Tottenham, a Inglaterra aposta na paixão do brasileiro pela bola para atrair ainda mais turistas. Roteiros em parceria com a Abreu seguem disponíveis no mercado.
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