EUA anunciam restrições para uso de drones durante Copa do Mundo 2026
Administração Federal da Aviação dos EUA pode confiscar equipamentos e aplicar multas de até US$ 100 mil

O governo dos Estados Unidos anunciou uma série de restrições aéreas para o período da Copa do Mundo de 2026, incluindo a criação de zonas oficiais de proibição de drones nos arredores dos estádios e espaços relacionados ao torneio.
A medida foi divulgada pela Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), órgão ligado ao Departamento de Transportes norte-americano, que classificou todas as arenas da competição como “No Drone Zones” durante os jogos e eventos oficiais que ocorrem entre 11 de junho a 19 de julho.
Segundo a agência, drones não autorizados estarão proibidos de decolar, pousar ou sobrevoar as áreas restritas durante as chamadas Temporary Flight Restrictions (TFRs), restrições temporárias de espaço aéreo aplicadas em grandes eventos esportivos. A FAA já adianta que a fiscalização será intensa e realizada em parceria com o Federal Bureau of Investigation (FBI) e forças policiais locais.
Multas e apreensão de equipamentos
As autoridades norte-americanas afirmam que pilotos que desrespeitarem as regras poderão enfrentar penalidades severas, incluindo multas civis de até US$ 75 mil por infração e sanções criminais que podem chegar a US$ 100 mil.
Além das multas, drones poderão ser interceptados e confiscados pelas autoridades federais. O governo também alerta para possibilidade de prisão imediata e abertura de processos criminais em casos de violação das restrições.
A FAA deixou bem claro que nem mesmo operadores licenciados ou pilotos com autorizações padrão poderão voar nas áreas bloqueadas durante as janelas ativas das restrições temporárias.
O órgão orienta turistas e torcedores internacionais a não levarem drones para estádios ou eventos oficiais da Copa do Mundo. A recomendação também vale para operadores recreativos e profissionais que pretendem viajar para cidades-sede durante o torneio.