Turismo internacional aos EUA cai 14,1% em abril; Brasil recua 8,1%
Mercado brasileiro registrou queda de 8,1% no envio de turistas aos EUA em abril

O Turismo receptivo dos Estados Unidos não vive os seus melhores momentos às vésperas da Copa do Mundo. O país sofreu uma forte queda em abril de 2026, interrompendo os sinais de recuperação registrados nos dois meses anteriores, de acordo com dados do Escritório de Viagens e Turismo (NTTO).
Ao todo, o país recebeu 2,6 milhões de visitantes internacionais no mês, uma retração de 14,1% em relação ao mesmo período de 2025. O resultado sucede um avanço tímido observado em fevereiro e março, quando as chegadas internacionais haviam crescido 0,8% e 3,6%, respectivamente.
A desaceleração foi registrada em praticamente todas as regiões do mundo. As maiores quedas vieram do Oriente Médio (-30,8%), África (-25,8%) e Europa Ocidental (-20,1%). O cenário reflete os impactos da guerra envolvendo o Irã, que provocou instabilidade nas viagens internacionais.
O mercado brasileiro também registrou queda de 8,1% no envio de turistas aos EUA em abril, em relação ao mesmo período do ano passado. Foram 149,8 mil em 2025 contra 137,6 mil em 2026. Com relação a 2019, quando o país recebeu 164 mil turistas provenientes do Brasil, a queda foi ainda maior (-16,1%).
Além da retração no turismo internacional, o tráfego aéreo global também recuou. Em abril, os embarques internacionais somaram 21,3 milhões de passageiros, número 3,5% inferior ao registrado em abril de 2025. Ainda assim, o volume representou 101,3% do patamar pré-pandemia observado em abril de 2019.
México, Canadá e Reino Unido lideram fluxo aéreo
Entre os principais mercados internacionais conectados aos Estados Unidos, o México liderou o fluxo aéreo total em abril, com 3,2 milhões de passageiros, apesar de uma queda anual de 9,2%. Na sequência aparecem Canadá (2,4 milhões), Reino Unido (1,7 milhão), República Dominicana (955 mil) e Japão (900 mil).
Regionalmente, a Europa movimentou 6,3 milhões de passageiros entre chegadas e partidas, leve retração de 1,5% frente ao ano anterior, mas ainda acima dos níveis pré-pandemia. Já a Ásia registrou crescimento de 5,6% em relação a abril de 2025, embora permaneça 9,9% abaixo do volume de 2019.
O Oriente Médio apresentou o pior desempenho entre as regiões analisadas, com queda de 44,5% no fluxo aéreo internacional envolvendo os Estados Unidos.