Gastos com viagens nos EUA devem bater recorde de US$ 1,4 tri em 2026, projeta US Travel
Estadunidenses continuam priorizando viagens, mesmo com inflação, conflitos geopolíticos e preços elevados

A US Travel Association estima que os gastos com viagens nos Estados Unidos atingirão o recorde de US$ 1,37 trilhão em 2026 e chegarão a US$ 1,42 trilhão no próximo ano. Para a associação, os dados comprovam que os norte-americanos continuam priorizando viagens, mesmo com a inflação, a incerteza econômica e a instabilidade global afetando os orçamentos familiares.
A previsão projeta um crescimento constante, impulsionado pelo mercado interno, para o setor de viagens em 2026 e nos anos seguintes, com um aumento de 3,4% nos gastos totais em 2027.
O Turismo doméstico continua sendo a espinha dorsal do setor, representando 87% de todos os gastos com viagens. O Turismo de lazer doméstico é o único grande segmento de viagens a superar os gastos pré-pandemia em termos reais, com uma projeção de gastos de US$ 909 bilhões em 2026.
A expectativa é que o Turismo internacional receptivo, que apresentou queda em 2025, retome o crescimento em 2026. Prevê-se que os gastos dos visitantes internacionais aumentem 1,6%, para US$ 178 bilhões, e que o número de visitantes internacionais cresça 3,4%, para 70,6 milhões, embora a recuperação total aos níveis de 2019 só seja esperada em 2029.
Segundo a US Travel, a Copa do Mundo Fifa de 2026, sediada em diversas cidades dos EUA, representa uma oportunidade para acelerar essa recuperação. Ao mesmo tempo, a lenta retomada do Turismo receptivo está ampliando o déficit comercial do Turismo nos EUA, que atingiu US$ 72 bilhões em 2025, visto que o Turismo emissivo supera o Turismo internacional.
Prevê-se que os gastos com viagens a negócios cresçam modestamente, aumentando 0,7% para US$ 319 bilhões em 2026, à medida que as empresas mantêm os orçamentos de viagens estáveis, enquanto continuam a priorizar reuniões e eventos presenciais.
A previsão também aponta para riscos negativos: inflação persistente e preços elevados da energia, conflitos geopolíticos, queda na confiança do consumidor e barreiras enfrentadas por visitantes internacionais, incluindo longos tempos de espera para vistos e a percepção global dos Estados Unidos.
"O setor de viagens continua sendo um dos mais resilientes e essenciais da economia americana. Mesmo com a inflação e as pressões econômicas mais amplas, os americanos continuam investindo em experiências, reencontros e conexões de negócios que acontecem por meio de viagens", afirmou o vice-presidente de pesquisa da US Travel Association, Joshua Friedlander.