Primeiro "ministro do Turismo" dos EUA fala de Copa, imagem do país e fluxo internacional
Nick Adams defendeu hospitalidade norte-americana, rebateu críticas sobre entrada de estrangeiros e mais

CAIRO (EGITO) – A bordo do WTTC Leadership Cruise 2026, Nick Adams, primeiro “ministro do Turismo” dos Estados Unidos, falou com a mídia presente sobre os planos do governo norte-americano para o setor. Entre os temas abordados estiveram a Copa do Mundo de 2026, a promoção internacional dos EUA, a relação com o Brasil e a meta de alcançar 100 milhões de turistas internacionais por ano até 2030.
Adams classificou o atual momento do país como uma “era de ouro” para o Turismo e destacou o calendário de grandes eventos esportivos que os EUA sediarão nos próximos anos, como a Copa do Mundo da Fifa, Olimpíadas de Los Angeles, Paralimpíadas, Copa do Mundo de Rugby e Fórmula 1, agora em maio. Segundo ele, a realização de 78 partidas da Copa em solo norte-americano representa um dos maiores desafios logísticos e de segurança já enfrentados pelo país.
“O Turismo nunca teve um momento melhor nos Estados Unidos. Estamos falando de 78 Super Bowls em 40 dias”
Nick Adams, enviado especial presidencial para Turismo dos Estados Unidos
EUA dão as boas vindas a turistas
Durante a coletiva, Adams rebateu críticas e percepções negativas sobre a entrada de estrangeiros no país, especialmente em relação a rumores sobre fiscalização de redes sociais e retenção de turistas entrando com ESTA. O executivo garantiu que visitantes que cumprirem os requisitos legais não terão problemas para entrar no país.
Segundo ele, o governo Donald Trump vê o Turismo como prioridade estratégica. “Se alguém queria uma indicação da importância do Turismo para esta administração, basta olhar para o fato de que meu cargo sequer existia antes”, disse.
Adams também comentou os dados recentes apresentados pelo WTTC que mostram perda de participação dos EUA no Turismo global e crescimento mais lento do setor em 2025. Apesar disso, afirmou que pretende reverter o cenário nos próximos anos. Ele tem como objetivo, inclusive, chegar a 100 milhões de visitantes internacionais por ano até 2030, superando os níveis pré-pandemia de 2019 de 79 milhões.

Ao responder uma pergunta do Portal PANROTAS sobre o Brasil, aproveitando o gancho do encontro entre Trump e o presidente Lula na última quinta-feira (7) o enviado especial presidencial afirmou que há espaço para fortalecer a relação turística entre os dois países e destacou o papel do Turismo como ferramenta diplomática.
“Acredito que viagens e Turismo são a melhor ferramenta de soft diplomacy. É assim que criamos conexões mais fortes”
Nick Adams, enviado especial presidencial para Turismo dos Estados Unidos
O executivo também disse que pretende utilizar fortemente as redes sociais na promoção internacional dos Estados Unidos e trabalhar em parceria com cidades e destinos para maximizar o potencial turístico do país. Japão, Coreia do Sul, Austrália, Europa como um todo aparecem entre os mercados prioritários para a estratégia de promoção internacional.
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