Brasil é o segundo destino mais pesquisado para viagens nas Américas, revela estudo
Pesquisa revela que tráfego de passageiros nas Américas cresceu entre maio de 2025 e abril de 2026

O Brasil é o segundo país mais pesquisado para viagens nas Américas, ficando apenas atrás dos Estados Unidos, de acordo com o relatório Amadeus Travel Insights 2026: Focus on the Americas, lançado em colaboração com a ONU Turismo. Quando se trata dos países com mais reservas de viagens na região, o País aparece em quarto lugar. Os dados são referentes ao período de maio de 2025 a abril de 2026
Veja mais detalhes na tabela abaixo:

A tabela abaixo mostra quais destinos da América do Sul tiveram o maior crescimento em buscas e em reservas entre maio de 2025 e abril de 2026, na comparação com o mesmo período anterior.
Nesse contexto, o Brasil mostra um desempenho positivo, aparecendo em segundo lugar entre os destinos sul-americanos que mais cresceram em volume de pesquisas, com alta de 29%, atrás apenas do Paraguai (30%). Isso indica um aumento expressivo do interesse dos viajantes pelo País.
Quando se trata da efetivação da reserva das viagens, o Brasil aparece em terceiro lugar, com crescimento de 6% nas reservas realizadas por meio de GDS (Global Distribution Systems), empatado com Argentina e Paraguai.

Viagens intrarregionais sustentam demanda na América Latina
O estudo também revela que viagens intrarregionais continuam sustentando a demanda aérea na América Latina, o que reflete a importância da conectividade regional.
Na América do Sul o crescimento das buscas a partir dos EUA (39%) e do Canadá (35%) sinaliza potencial de conversão futura. No entanto, a América Latina parece estar vivendo uma nova onda de interesse de viajantes provenientes da Ásia.
Mais especificamente, o interesse do Japão e das Filipinas registrou crescimento notável. O tráfego aéreo das Filipinas para a América Central cresceu 10%, enquanto o tráfego aéreo para a América do Sul e o Caribe a partir desses mesmos países cresceu 8% e 7%, respectivamente.

A América Central também está no radar dos viajantes japoneses, com o interesse de busca por viagens crescendo 20% em relação ao ano anterior, e as viagens do Japão para a América do Sul aumentando 8% no mesmo período.
Ao mesmo tempo, a demanda está se redistribuindo para um conjunto mais amplo de destinos do que antes. No Caribe, a República Dominicana permaneceu como o destino mais reservado, embora o crescimento tenha sido modesto, de 2% em relação ao ano anterior, enquanto Aruba — o quinto destino mais reservado — apresentou maior impulso, com reservas aéreas em alta de 8% e tráfego de buscas em alta de 36%.
Na ponta menor da escala, Montserrat cresceu 400% a partir de uma base baixa. Com crescimento de buscas de 41% e crescimento de reservas de 8%, Sint Maarten e as Ilhas Cayman, com crescimento de buscas de 59%, também são destinos a observar.
Crescimento no tráfego de passageiros nas Américas

O levantamento também mostra que o tráfego de passageiros nas Américas cresceu 0,8% entre maio de 2025 e abril de 2026, em relação aos mesmos meses do ano anterior, com volumes permanecendo alinhados à capacidade programada ao longo do período.
Esse número principal oculta variações na região: a América Central cresceu 7,5% e a América do Sul, 5,5%, enquanto a América do Norte permaneceu praticamente estável, em -0,1%, e o Caribe recuou 2,5%, sendo a única sub-região das Américas a registrar contração.
“Na Amadeus, acreditamos que insights baseados em dados são mais valiosos em momentos como este, quando cada sub-região conta sua própria história e a região como um todo se remodela de formas sutis, mas decisivas. Este relatório oferece uma visão das tendências que moldam o Turismo na América Latina hoje: de onde vêm os viajantes, como eles reservam e para onde a demanda está se deslocando”
Sergio Rosarios, vice-presidente regional para América Latina e Caribe, Hospitality da Amadeus
Desempenho da hotelaria se mantém firme nas Américas

O desempenho da hotelaria nas Américas foi amplamente estável ao longo do período. No Caribe, a ocupação demonstrou resiliência durante a alta temporada e as diárias médias permaneceram firmes, oferecendo uma base sólida para o planejamento de receita, mesmo com a queda dos volumes gerais de passageiros. Na América do Sul, a ocupação segue um padrão sazonal claro e repetível, com pico em novembro e um segundo pico em março.
A idade dos viajantes e os padrões de antecedência de reserva também apontam para diferentes estratégias de receita por sub-região. O Caribe atrai uma base ampla e madura de viajantes, abrangendo idades de 36 a 65 anos, e o maior público da América Central é formado por um grupo mais amplo de viajantes adultos de lazer, com idades entre 26 e 65 anos. Ambas as sub-regiões tendem ao planejamento de longo prazo, com a janela de antecedência de 61 a 180 dias sendo o padrão de reserva mais dominante, representando 25% das reservas, o que dá aos destinos um prazo maior para ações antecipadas de marketing e precificação.
A América do Sul apresenta um padrão diferente: a janela de um a 14 dias representa uma parcela relevante das reservas, indicando abertura dos viajantes a viagens espontâneas e uma oportunidade para ofertas de resposta rápida, pacotes de fim de semana e campanhas-relâmpago.
Capacidade e interesse de busca aumentam na América Central
A América Central registrou o maior crescimento no tráfego aéreo de passageiros nas Américas no período, com alta de 7,5% em relação ao ano anterior, apoiada por um aumento de 9% na capacidade programada de assentos — um sinal de que as companhias aéreas continuam ampliando o acesso à sub-região.
O interesse de busca aponta na mesma direção. Guatemala (+34%), Belize (+33%) e El Salvador (+31%) lideraram o crescimento anual das buscas, refletindo uma curiosidade crescente por destinos culturalmente ricos e menos explorados.
As reservas, por outro lado, ainda estão se ajustando. O tráfego aéreo reservado foi misto na sub-região, com a maioria dos destinos abaixo dos níveis do ano anterior (maio de 2024 a abril de 2025) e apenas Belize e Honduras ligeiramente à frente (+1% cada). Isso destaca um período de recalibração — em que manter a demanda atual é um resultado estável no curto prazo, e o aumento do interesse de busca representa uma oportunidade para converter curiosidade em reservas confirmadas.
Para acessar o relatório completo, clique aqui.