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Desinformação faz norte-americanos desistirem de ir a Cuba


A capital do destino, Havana
A capital do destino, Havana
Dois anos após as restrições de viagem a Cuba terem sido flexibilizadas para os norte-americanos, uma pesquisa anual da Allianz Global Assistance revela que uma menor quantidade desses viajantes está interessada em visitar o destino — e que existe uma confusão persistente em torno da atual política de viagens local.

O levantamento mostra que 13% dos norte-americanos estão interessados em viajar para Cuba este ano — queda de 27 pontos percentuais em relação ao ano passado, quando 40% afirmaram que gostariam de visitar o país. E 82% afirmam ser improvável o planejamento de uma viagem para o destino este ano (aumento de seis pontos em relação ao ano passado).

O estudo também fez aos entrevistados perguntas relacionadas ao fato de grandes companhias aéreas norte-americanas terem expandido seus serviços entre os Estados Unidos e Cuba e sobre as empresas de cruzeiro que acrescentam mais portos cubanos aos seus itinerários.

Apenas 18% dos americanos estão mais interessados em visitar o país como resultado desses novos desenvolvimentos, enquanto 8% relatam sentir menos interesse em visitá-lo. Quase três quartos (73%) indicaram que não foram afetados por este tipo de notícia.

Os norte-americanos também se sentem inseguros quanto à legalidade e logística de viajar para Cuba. No que se refere às restrições revisadas para os viajantes dos Estados Unidos, a pesquisa constatou que muitos ainda estão confusos sobre se e como eles podem viajar legalmente para a nação caribenha. E 55% dos entrevistados, por sua vez, não entendem as atuais restrições de viagens a Cuba.

A pesquisa também mediu o sentimento do norte-americano em relação ao país, revelando que 38% dos entrevistados americanos acreditam que o destino mudou para melhor, uma vez que as restrições de viagens foram facilitadas. Isso representa um aumento de quatro pontos no número de norte-americanos que expressam essa crença, em comparação com os 34% da pequisa do ano passado.

"Nossa pesquisa descobriu que apenas 1% dos norte-americanos pretendem ir para Cuba nos próximos seis meses e 5% acham que vão em algum momento de 2019", afirma o diretor de comunicações da Allianz Global Assistance USA, Daniel Durazo. "Apesar de as companhias aéreas e armadoras de cruzeiro norte-americanas expandirem seus serviços para Cuba, ainda parece haver confusão em relação às atuais restrições de viagens para o país", complementa o executivo.
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