Aquele 1%: ILTM Latin America inicia otimista e salienta a fidelidade

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Jhonatan Soares
Frank Marrenbach, do Oetker Collection (Palácio Tangará), Marcos Troyjo, da Universidade de Columbia, Alison Gilmore e Simon Mayle, da ILTM, Jackie Huba, especialista em fidelidade, e Carlos Ferreirinha, da MCF Consultoria
Frank Marrenbach, do Oetker Collection (Palácio Tangará), Marcos Troyjo, da Universidade de Columbia, Alison Gilmore e Simon Mayle, da ILTM, Jackie Huba, especialista em fidelidade, e Carlos Ferreirinha, da MCF Consultoria
A ILTM Latin America abriu as portas do Palácio Tangará ao mercado de Turismo de luxo para assim marcar o início da principal feira do segmento no Brasil e na região em 2018. Muito otimismo com o cenário latino e a importância de fidelizar o cliente conduziram o tom das palestras antes do coquetel no hotel que, embora tenha apenas um ano, já é uma referência no alto padrão paulistano.

A escritora, palestrante e especialista em fidelidade do consumidor Jackie Huba reforçou à lotada plateia que, quando o assunto é Turismo de luxo, é mais conveniente manter 1% dos bons clientes do que gastar a maior parte do tempo procurando por novos. "Não só conveniente, é cinco vezes mais barato manter os fiéis do que buscar novos clientes. Aliás, se vocês procuram novos consumidores, a melhor maneira são as recomendações dos já existentes. Assim, quem vier atrás de vocês, estará convencido a comprar. Os seus poucos e bons clientes são a mais qualitativa maneira de trazer outros viajantes."

Jhonatan Soares
Muito bem humorado, Frank Marrenbach, CEO da Oetker Collection, comemorou um ano de Palácio Tangará e a recém-adquirida estrela Michelin para o Tangará Jean-Georges, um dos restaurantes do hotel
Muito bem humorado, Frank Marrenbach, CEO da Oetker Collection, comemorou um ano de Palácio Tangará e a recém-adquirida estrela Michelin para o Tangará Jean-Georges, um dos restaurantes do hotel
Ela traçou um paralelo com Lady Gaga. "Ela não se tornou uma estrela apenas por seu talento. Ela gerou uma fidelidade imensa por parte dos fãs, não apenas pelas suas músicas, mas pela mensagem de inspiração e pela comunidade que foi criada em cima de sua figura. É isso que as grandes marcas, principalmente de luxo, fazem hoje", completou a especialista, escritora de um livro sobre a cantora. "Sejam como ela, inspirem seus viajantes, seus hóspedes, seus consumidores."

Jhonatan Soares
Simon Mayle e Alison Gilmore, diretor da ILTM Latin America e diretora do portfólio internacional do evento
Simon Mayle e Alison Gilmore, diretor da ILTM Latin America e diretora do portfólio internacional do evento
MAIS LATINA

O assunto vai ao encontro do que o diretor da ILTM Latin America, Simon Mayle, falou na abertura, da importância em acreditar no que se faz. Mayle também ressaltou o orgulho em ver tanto profissional de alto nível na cerimônia, e frisou o maior número de compradores internacionais em 2018. "Temos 50% mais latinos de fora do Brasil do que em 2017", contrastou.

A diretora de portfólio dos eventos ILTM, Alison Gilmore, afirmou que isso justifica a troca de nome da antiga Travelweek para ILTM Latin America. "Estava na hora de mostrar essa nova cara. O antigo nome era muito focado em Brasil, e queremos essa feira envolvendo toda América Latina."

CENÁRIO LATINO-AMERICANO
Pessimistas não tiveram lugar na cerimônia de abertura desta noite. Os dois especialistas que abordaram o cenário econômico da América Latina trouxeram boas energias a toda a audiência. Um deles foi o diretor do Briclab da Columbia University, Marcos Troyjo.

Ao falar sobre o futuro dos negócios na região, o cientista político e economista formado pela USP previu que no pior dos cenários, a situação na latina vai se manter estável. Depois do boom chinês, ele vê a economia mundial oferecendo um cenário de "black friday" para nossa região.

Novamente presente na abertura da feira, o presidente da MCF Consultoria, Carlos Ferreirinha, concorda com o colega palestrante, e recorre a um fato histórico para ilustrá-lo. "Não há registro de um período sem crise na região. Isso faz parte da nossa trajetória. Porém, com exceção da Venezuela, todos os países latinos voltaram a crescer. Estamos de volta aos trilhos", apontou. "Para se adaptar ao nosso cenário, é preciso entender que aqui as distâncias não são curtas como na Europa, nem sequer o espanhol falado entre os países é o mesmo."

Por fim, ele admite que "não é fácil lidar com a América Latina, mas vale a pena. Somos divertidos, apaixonados, amamos gente."

A PANROTAS é media partner da ILTM Latin America. Acompanhe aqui no portal e na revista tudo o que acontecer durante a feira.

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