ABIH-SP relata 20% de ocupação em abril e dificuldades da hotelaria em SP

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Unsplash/Matt Aylward
A ABIH-SP avalia mensalmente a performance da hotelaria paulista
A ABIH-SP avalia mensalmente a performance da hotelaria paulista
Levantamento realizado pela ABIH-SP (Associação Brasileira da Indústria de Hotéis) mostra um quadro de dificuldades e baixos índices na hotelaria do Estado. O relatório, que diz respeito ao mês de abril, mostra que a taxa média de ocupação dos meios de hospedagem foi de 20,44% no período. O número é considerado preocupante pela entidade, embora esteja bem acima dos 7,31% de média anotados no mesmo período o ano passado. Em 2019, este mesmo mês, tinha ocupações média de 70% em todo o Estado.

“Os dados apurados na pesquisa realizada pela ABIH-SP merecem ser analisados com cautela”, afirma o coordenador do estudo, Roberto Gracioso. “Abril de 2020 foi praticamente o primeiro ano das várias incertezas e dissabores sanitários e comerciais causados pela pandemia de covid-19”, lembra Gracioso.

Divulgação
O gráfico mostra a média de ocupação no Estado
O gráfico mostra a média de ocupação no Estado
A cautela pedida pelo executivo leva em consideração um dado que não é revelado pelos números de ocupação e que piora a situação desses empreendimentos. Segundo ele, além dos índices revelados pelas taxas de ocupação, os hotéis pesquisados tinham relevante receita conseguida a partir de outras atividades do hotel com como eventos, alimentos e bebidas e outros serviços prestados. Todo esse aparato que degrau divisas também parou e agrava os baixos índices revelados pelos dados de ocupação.

Outro indicativo em queda é o do valor cobrados pelas diárias hoteleiras. De acordo com o relatório da ABIH-SP, a tarifa média cobrada no Estado em abril é 27% mais baixa que a verificada no mesmo mês no ano passado e 36% menor na comparação com 2019. A média cobrado no Estado durante abril foi de R$ 198,94.

Outro indicador analisado, RevPar, segue exatamente a mesma tendência da diária média, só que exibe queda percentual ainda maior. Na comparação entre abril de 2019 e abril deste ano, o estudo mostra variação negativa de 79%, um ganho em relação ao ano passado. Na comparação entre 2019 e 2020, a retração era de 90%, ou seja, de um ano para cá o revira subiu de R$ 19 para R$ 40.

“Não há o que comemorar. Os ganhos percentuais elevados, paradoxalmente, retratam perdas proporcionais. Como ensina o dito popular: ‘Um milhão vezes zero é zero’", arremata Gracioso.
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