Fohb e Bonadona analisam recuperação da hotelaria nos últimos meses

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O Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) e o Bonadona Hotel Consulting, de Roland de Bonadona, ex-presidente do fórum, desenvolveram um relatório que analisa o setor hoteleiro por meio dos três principais indicadores da atividade hoteleira: TO (taxa de ocupação), DM (diária média) e RevPar (receita de hospedagem por apartamento disponível por dia). Em uma amostra estável de hotéis como a do relatório, a variação da TO reflete a evolução da demanda. A variação da DM reflete a evolução dos preços médios pagos pelos clientes. A variação do RevPar reflete a variação da receita de hospedagem, base principal da geração de caixa.

Reprodução/FOHB
Mês a mês, o mesmo grupo de hotéis associados ao FOHB foi analisado. A cada mês, a entidade recebeu das propriedades as informações do mês anterior e comparou com os mesmos indicadores chaves TO, DM, RevPar, do mesmo mês de 2019, considerado benchmark (regime de cruzeiro pré-crise). Considerando que os custos durante o período de análise foram impactados pela inflação, as diárias/receitas pelo IPCA foram corrigidas. A comparação tem início em janeiro de 2020 e continua até o último mês de publicação do INFOHB, em agosto.

A defasagem da diária média acompanha a defasagem da taxa de ocupação, porém em uma menor proporção. Atinge o ponto baixo em março de 2021, a 29% abaixo do benchmark. Começou a recuperar em junho, deu um bom salto em julho deste ano, recuperando 6 pontos de defasagem em apenas um mês, que perdeu parcialmente em agosto. Ainda assim continua 5 pontos de defasagem acima da diária média do ponto baixo do mês de maio.

Reprodução/FOHB
O RevPar reflete a receita de hospedagem, principal provedor de geração de caixa do hotel. Segue a
mesma tendência da taxa de ocupação, que sofreu a maior defasagem no período. Estava a 72% abaixo do benchmark em abril de 2021. Entre abril e agosto 2021 recuperou quase 7 pontos de defasagem ao mês com um pique em julho devido às férias. Em agosto ficou com 45% de defasagem, recuperando o nível de janeiro.

Reprodução/FOHB
Segundo o Fohb, as primeiras indicações do mês de setembro parecem animadoras, mesmo com maior dependência da demanda corporativa.
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