Hotelaria paulistana encerra novembro com média de ocupação em 60%

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PANROTAS / Emerson Souza
Pedro Cypriano, sócio diretor da HotelInvest
Pedro Cypriano, sócio diretor da HotelInvest
Novembro terminou com bons números para a hotelaria de São Paulo (capital). Levantamento apresentado pelo sócio-diretor da HotelInvest, Pedro Cypriano, durante o 1° Encontro Anual da ABIH-SP, mostra que a cidade conseguiu dar mais um passo adiante rumo à recuperação dos efeitos da pandemia. Segundo apontou o palestrante, os hotéis da metrópole conseguiram alcançar média de 70% em alguns dias da semana e a média do mês chegou a 60%.

O índice geral contou, segundo lembra Cypriano, com o impulso dado pelo Grande Prêmio de Fórmula 1, no início do mês, mas não foi apenas isso. "A gente vinha com aqueles índices de 20% lá do começo do ano, chegou a outubro com 48% e em novembro deu um outro tom de crescimento, o que é super positivo. Parte disso é puxado pela Fórmula 1 e outra parte pelo próprio reaquecimento das viagens de maneira geral", afirmou.

Outro resultado a ser celebrado em novembro tem relação com a diária média, que é a chave da recuperação e parou de recuar. "isso significa que as outras contas corporativas começaram a se recuperar um pouco mas ainda estão no início do processo de reaceleração", sustentou.

VARIANTES DA COVID
Cypriano também foi questionado sobre a influência de uma nova variante do coronavírus na recuperação do setor e afirmou que as notícias sobre o avanço da nova cepa trazem volatilidade ao mercado e um pouco de incerteza, mas que os resultados práticos são imprevisíveis.

"Os efeitos de curto prazo, como os cancelamentos, são naturais. Tudo isso traz mais volatilidade no curto prazo. A questão é: será que os períodos de pico que começam no final do ano deixarão de acontecer? É possível. Mas ainda não sabemos todos os desdobramentos", disse.
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