Hotéis Deville retomam contratações visando à recuperação do setor

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PANROTAS / Filip Calixto
Leandro Carvalho, diretor de Marketing e Vendas dos Hotéis Deville
Leandro Carvalho, diretor de Marketing e Vendas dos Hotéis Deville
Após um ano desafiador para a hotelaria - especialmente durante o primeiro semestre - o avanço da vacinação ao longo de 2021 trouxe o setor de volta aos trilhos rumo à retomada e permitiu que hotéis alcançassem taxas superiores a 80% de ocupação em destinos como Rio de Janeiro, Pernambuco e Bahia, durante o Réveillon, com destaque para Alagoas e Santa Catarina que quase atingiram a lotação máxima, segundo estimativas do Ministério do Turismo. Este aumento de reservas provocou uma reestruturação de equipe até mesmo na Rede de Hotéis Deville durante o segundo semestre do ano passado, visando à recuperação do setor já em 2022.

O diretor de Operações da rede, José Mário Espíndola, explicou que a partir de julho de 2021, com a retomada da taxa de ocupação, puxada principalmente pelo público de lazer, os Hotéis Deville retomaram as contratações das equipes operacionais e aproveitaram o momento para promover talentos internos a cargos de lideranças. “Estamos sentindo falta de mão de obra especializada, o que deve continuar em 2022, por isso, desenvolvemos um programa de qualificação profissional, com lideranças internas, chamado “Capacita” e estamos utilizando com sucesso em algumas unidades”, disse.

Ao analisar o indicador Revpar (a Receita por Quarto Disponível) da rede, o ano de 2021 ficará marcado como o início da retomada. No começo do ano, o resultado estava consideravelmente abaixo em relação ao início de 2019, porém em novembro, os Hotéis Deville registraram praticamente o mesmo número que novembro de 2019, apresentando melhoras a cada mês, a partir do segundo semestre. Para o diretor-presidente dos Hotéis Deville, Jayme Canet Neto, estes números são um indicativo que 2022 irá trazer conquistas para a hotelaria e o setor de viagens e Turismo.

“Acredito que 2022 será o ano da recuperação, ultrapassando 2019 em valores históricos em alguns mercados e, se nenhuma surpresa acontecer, o nosso maior desafio de 2022 será a inflação. Quanto aos segmentos, acho que o lazer não terá mais crescimento, pois já está com intensidade total. Já os eventos devem ter um bom primeiro semestre, com uma demanda reprimida e, finalmente, viagens a negócios deverão continuar com recuperação gradual”, analisa Canet.

Com presença nos quatro cantos do Brasil e propriedades que atendem todas as modalidades de viajantes, seja de lazer ou corporativo, a rede pôde observar, durante a pandemia, mudanças substanciais no comportamento de consumo nos hotéis e que devem permanecer em 2022, como o aumento considerável das receitas de room service, devido à preferência dos hóspedes de realizar as refeições no próprio apartamento, além da exigência de internet mais rápida e informações sobre lazer da cidade em que estão.

Segundo Leandro Carvalho, diretor de Marketing e Vendas dos Hotéis Deville, a diversidade das propriedades, possibilita a previsão de tendências, contribuindo para um profundo conhecimento do mercado brasileiro. “Temos um ecossistema rico, desde um hotel econômico em uma cidade do interior, passando por uma franquia Marriott no Aeroporto de Guarulhos, pelo agribusiness de Cuiabá e interior do Paraná, pelo Turismo ecológico e de pesca em Campo Grande, pelo lazer de Salvador, os grandes eventos em Porto Alegre até nosso hotel de Curitiba, o primeiro da rede. Essa diversidade permite desenvolver um conhecimento profundo do mercado e alinhar nossa oferta com as necessidades dos nossos clientes”, conclui.

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