Hotelaria de rede cresce em ocupação, mas sofre com diária média

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Unsplash/Marten Bjork
A diária média, por sua vez, sofreu uma retração de 6,2% durante o ano de 2021
A diária média, por sua vez, sofreu uma retração de 6,2% durante o ano de 2021
O segundo semestre de 2021 puxou para cima o desempenho da hotelaria brasileira, sobretudo quando o assunto são os empreendimentos vinculados às grandes redes. Dados da HotelInvest, na 16ª edição do Panorama da Hotelaria Brasileira, mostram que, no agregado anual, a ocupação dos hotéis de rede subiu 50,4% na comparação com 2020.

A diária média, por sua vez, sofreu uma retração de 6,2%. Ainda assim, o RevPar (que mede a receita alcançada por apartamento disponível) cresceu 41%, impulsionado, principalmente, pelo aumento de ocupação no segundo semestre, pulando de R$ 68 para R$ 96.

OS números do levantamento foram coletados por meio de uma parceria com o Fohb (Fórum dos Operadores Hoteleiros do Brasil) e leva em conta os índices de 176 hotéis e mais de 31 mil UHs em dez cidades brasileiras. Inclui, ainda, o pipeline de novos projetos das principais redes hoteleiras no País.

Dentre as capitais analisadas, apenas duas apresentaram RevPar próximo ao observado em 2019. Goiânia, com R$ 134, e Vitória, com R$ 141 (ambas 92% mais próximas do ano pré-pandemia). Já São Paulo e Porto Alegre possuem o RevPar mais distante, tendo recuperado apenas 37% e 50%, respectivamente, do índice visto
em 2019.

Quando comparados os anos de 2021 e 2020, dentre as cidades que apresentaram maior crescimento no RevPar, estão Goiânia, com aumento de 97%, e Brasília, que apresentou variação positiva de 68%. Essas mesmas capitais também são as que tiveram maior aumento de ocupação, 83% em ambas. Com relação à diária média, Goiânia teve o maior crescimento de tarifa, de 8%, e Vitória se destacou na segunda posição, com aumento de 6%.
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