Meliá interrompe gestão e comercialização de 15 hotéis em Cuba
Rede cita contexto geopolítico, social, jurídico e econômico, que evoluíram para culminar na decisão

A Meliá Hotels International informou nesta semana que interrompeu a prestação de serviços de gestão e comercialização, bem como o licenciamento de suas marcas hoteleiras, em relação a quinze hotéis localizados em Cuba.
A decisão se refere aos seguintes empreendimentos:
- Gran Hotel Bristol Habana Vieja Member of The Meliá Collection
- INNSiDE Catedral Habana
- Meliá Buena Vista
- Meliá Cayo Santa María
- Meliá Jardines del Rey
- Meliá Las Dunas
- Meliá Península Varadero
- Paradisus Los Cayos
- Paradisus Princesa Mar
- Paradisus Río de Oro
- Paradisus Varadero
- Sol Caribe Beach
- Sol Cayo Santa María
- Sol Río de Luna y Mares
- Sol Varadero Beach
A Meliá cita contexto geopolítico, social, jurídico e econômico na República de Cuba, que evoluíram para culminar na decisão, que já havia sido comunicada às respectivas entidades proprietárias no dia 26 de maio.
Segundo a rede, a decisão reflete uma combinação de circunstâncias externas fora do controle da Meliá, que afetaram de forma significativa as condições operacionais, jurídicas e de segurança necessárias para garantir a adequada prestação de serviços nessas propriedades.
"O impacto geral desta decisão é limitado, uma vez que a maioria dos hotéis listados encontra-se atualmente sem operação devido às restrições energéticas em curso e à redução da demanda que afetam o mercado cubano. Ainda assim, a companhia está implementando planos de ação específicos para assegurar um processo de desligamento organizado e estruturado"
Meliá, em nota oficial
Contexto em Cuba afeta o Turismo
Cuba também deixará de processar pagamentos realizados com cartões Visa e Mastercard a partir de 6 de junho. O anúncio foi feito pelo Banco Central do país, que atribuiu a medida às restrições ampliadas pelo governo norte-americano no início de maio.
Segundo a entidade, uma instituição financeira estrangeira responsável pelo processamento das operações internacionais com cartões decidiu limitar suas atividades relacionadas ao país após a assinatura de uma ordem executiva pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.