Hotelaria brasileira mantém alta de ocupação, diária média e RevPAR em maio
Resultados são baseados em uma amostra de 570 hotéis, que somam mais de 90,6 mil unidades habitacionais

A hotelaria brasileira manteve trajetória positiva em maio de 2026. Dados do Fórum de Operadores Hoteleiros do Brasil (Fohb) mostram alta nos três principais indicadores do setor em comparação com o mesmo mês de 2025: a taxa de ocupação subiu 1,6%, a diária média avançou 5,4% e o RevPAR (receita por apartamento disponível) registrou alta de 7,1%.
Os resultados são baseados em uma amostra de 570 hotéis, que somam mais de 90,6 mil unidades habitacionais, e revelam ainda que, no consolidado nacional, a taxa de ocupação passou de 62,37% para 63,37%, enquanto a diária média atingiu R$ 451,71. Já o RevPAR chegou a R$ 286,27, refletindo o aumento conjunto da ocupação e das tarifas.
Entre as regiões:
- O Sul apresentou o melhor desempenho, com crescimento de 4,2% na ocupação, 5,7% na diária média e expressivos 10,1% no RevPAR.
- O Sudeste também registrou evolução consistente, com altas de 1,5%, 5,4% e 7%, respectivamente.
- O Nordeste foi a única região a apresentar queda na ocupação (-1,7%), embora tenha compensado parcialmente o resultado com aumento de 7,5% na diária média e de 5,7% no RevPAR.
- O Norte, por sua vez, foi a única região com retração na diária média (-0,8%), mas ainda manteve estabilidade no RevPAR (+0,1%).
Na análise por categoria, os hotéis econômicos lideraram o crescimento, com alta de 2,6% na ocupação, 5,3% na diária média e 8% no RevPAR. O segmento midscale também apresentou evolução, enquanto a categoria upscale registrou leve retração de 0,7% na ocupação, embora tenha ampliado a diária média em 4,4% e o RevPAR em 3,7%.

Entre os principais destinos monitorados pelo Fohb, Porto Alegre se destacou com os maiores avanços: crescimento de 13,2% na taxa de ocupação, 16,6% na diária média e expressivos 32% no RevPAR. Goiânia também apresentou forte desempenho, com altas de 12,3% na ocupação, 11,8% na diária média e 25,5% no RevPAR. Em contrapartida, Belém registrou os resultados mais fracos do levantamento, com quedas de 9,9% na ocupação, 7,1% na diária média e 16,3% no RevPAR.
No acumulado de janeiro a maio de 2026, por sua vez, a tendência positiva se mantém. A taxa de ocupação cresceu 1,2%, a diária média avançou 6,2% e o RevPAR aumentou 7,5% frente ao mesmo período do ano passado, considerando uma amostra de 548 hotéis e 86,4 mil unidades habitacionais.
No acumulado do ano, apenas a região Norte apresentou retração nos três indicadores analisados, enquanto Centro-Oeste, Nordeste, Sudeste e Sul mantiveram crescimento tanto em ocupação quanto em tarifas e receita por apartamento disponível.