Booking avança para ser uma "OTA de serviço completo", diz CEO

|

A mudança de nome de Priceline Group para Booking Holdings tende a ser benéfica para um dos maiores representantes da indústria de viagens do mundo. Avaliada em US$ 102 bilhões de dólares, a empresa tem na venda de hotéis sua principal fonte, mas se prepara para ser uma OTA mais bem servida como uma Expedia.

O diretor executivo da Holding, Glenn Fogel, revelou ao site Skift o direcionamento estratégico para os próximos anos. Ele não coloca um tempo limite no radar, mas diz que está “no caminho”.

A Booking.com iniciou recentemente alguns testes para oferecer uma seção de restaurantes na página inicial. A novidade seria alimentada pela subsidiária Open Table. O conteúdo da home page inclui voos, voos e hotéis, aluguel de carros e táxis em aeroportos.

Divulgação
A Booking Holdings anunciou a mudança de marca no fim de fevereiro
A Booking Holdings anunciou a mudança de marca no fim de fevereiro
Ele assinala ainda que é possível expandir a oferta de tours e atividades a fim de que elas possam ser reservadas em qualquer momento da compra. A agência on-line estuda também implantar um chatbot para servir ao cliente.

“Eu realmente acredito que podemos usar a tecnologia para recriar o amor daquele antigo agente de viagens que sabia tudo o que precisava saber para oferecer a melhor viagem possível e ser capaz de fazer tudo de uma forma que você não sentia que levou uma eternidade para fazer isso. Era o caminho certo pelo preço certo e - Deus me livre de nada ter dado errado - havia alguém lá que serviria para você."

Com essa mudança estratégica, os concorrentes devem estar alertas às investidas da Booking.com.

MAIS CONHECIDA
A passagem da agência de viagens on-line de uma provedora de hotéis para uma empresa de serviço completo também leva em consideração um maior investido em marketing. A televisão e a publicidade da marca estão entre os principais escopos.

Para se ter uma ideia, a Booking.com gastou US$ 392 milhões em divulgação de marca no último ano, alta de 32,4% em relação ao a 2016.

"A diferença é que estamos gastando mais dinheiro do que fizemos no passado no marketing de marca porque reconhecemos que há clientes que queremos alcançar e é uma maneira de fazer isso. Mas, mais ainda, queremos realmente construir um relacionamento direto mais estreito com nossos clientes. Queremos que eles venham até nós diretamente”, destacou Fogel.


*Fonte: Skift

conteúdo original: https://bit.ly/2Hb7Llm
 AVALIE A IMPORTÂNCIA DESTA NOTÍCIA