Aberta à negociação, Queensberry renova prateleira e mira na Ásia

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Henrique Santiago
Eby Piaskowy e Martin Jensen, da Queensberry
Eby Piaskowy e Martin Jensen, da Queensberry
Dois e mil e quinze e 2016 foram desastrosos. O ano passado foi melhor e 2018 será melhor, mas nem tanto. É assim que o presidente da Queensberry, Martin Jensen, resume esses 48 meses para os negócios de uma das operadoras mais tradicionais de luxo.

A empresa dirigida pelo inglês de coração de brasileiro tem apresentado "números de respeito", segundo ele. O número de reservas feitas em 2017 para saídas este ano cresceu 70% em comparação com os anos anteriores. Já em 2018, apenas janeiro apresentou um desempenho acima das expectativas.

Em meio ao agravamento da crise, a Queensberry tornou-se um dos principais alvos de especulação de compras por parte de concorrentes. Nada foi concretizado, mas as conversas continuam, disse ele, com um sorriso no rosto. A venda da operação não é a única possibilidade de negócios.

“Estamos abertos a conversas como qualquer empresa. É preciso que esse parceiro tenha uma sinergia com a Queensberry, que se traduz na qualidade de produtos, de atendimento. Um investimento em tecnologia, que é alto para nós, seria preciso”, sugeriu ele, endossado pela diretora de Marketing, Eby Piaskowy.

Os executivos assinalam que o ano tem sido de foco na empresa, mas que “no meio do caminho” pode surgir algo que os faça parar e pensar. “Sempre nos perguntam: ‘e aí, Eby, já vendeu [a empresa]? A Queensberry vai mudar as cores agora?”, disse, em tom de bom humor.

Enquanto isso, a operadora tem investido na renovação de sua equipe com a chegada de quatro novos funcionários. Seus profissionais têm trabalhado na conclusão do GBM, seu caderno de viagens em grupos pelo mundo, que excepcionalmente este ano será apresentado em julho, logo após a Copa do Mundo. A Ásia despontará como a região de maior aposta, com destaque para as Filipinas.

Para Jensen, a melhora na economia brasileira será mais sentida com a aprovação da reforma da Previdência, ainda em aberto na Câmara. Ao refletir sobre a alteração da idade mínima para a aposentadoria, o empresário que vive no País há mais de 40 anos diz que as contas estariam mais ajustadas.

Essa possibilidade, inclusive, motivaria a Queensberry a trabalhar em um programa de viagens exclusivo para a terceira idade com maior poder aquisitvo em futuro próximo, revelou.
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