É mais fácil vender cruzeiros no Brasil do que operar aqui, diz R11

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Emerson Souza
Ricardo Amaral, diretor executivo da R11 Travel
Ricardo Amaral, diretor executivo da R11 Travel
Se operar um cruzeiro no Brasil é difícil, vender esse produto é outra história. Esse resumo pode ser aplicado a muitas armadoras, mas uma empresa em especial vivencia esses dois lados divergentes. A R11 Travel surgiu no mercado há cerca de dois anos, logo após o fechamento do escritório da Royal Caribbean no Brasil durante o período mais turbulento da crise.

Liderada por Ricardo Amaral, especialista nesse segmento, a empresa conquistou resultados expressivos nesses quase 24 meses. A representante exclusiva das marcas Royal, Pullmantur, Celebrity e Azamara já vende mais do que a própria empresa que uma vez se instalou aqui, garante ele.

“Essa é uma vitória nossa porque conseguimos incluir aéreo, hotel e seguro viagem para o agente de viagens conseguir vender melhor. Temos sido muito bem-sucedidos nisso. Anteriormente, essa oferta era feita de um jeito tímido”, afirmou à reportagem, destacando as vantagens do comissionamento base de 10%.

Sem revelar cifras, Amaral afirma que a R11 registrou um crescimento em faturamento de 15% a 18% acima do planejamento em 2017. Para este ano, está desenhado o incremento na casa de 5% a 10%.

As dificuldades de uma armadora se instalar no Brasil ainda persistem, segundo o executivo. De acordo com ele, não houve mudanças significativas na infraestrutura portuária, de custos e jurídica, o que impede a volta de um navio das quatro marcas da Royal Caribbean.

O retorno ainda segue em aberto, mas é certo que os sofisticados navios Pursuit e Eclipse, da Azamara e Celebrity, respectivamente, vão fazer breves paradas no Rio de Janeiro em 2019. “Todos lamentamos porque o resultado poderia ser melhor, mas os brasileiros continuam a viajar com a gente. Isso [o retorno da empresa] pode ser revertido no futuro, mas ainda não sabemos”.

Os esforços da R11 Travel estão voltados para tornar o recém-lançado Symphony of the Seas, o maior navio do mundo, um produto de prateleira dos agentes de viagens. As vendas de cabines estão acima da expectativa, atesta o executivo.
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