Filip Calixto   |   14/09/2022 16:05
Atualizada em 14/09/2022 16:06

Terminais de passageiros estão preparados para temporada de cruzeiros?

Representantes dos portos de Santos, Salvador e Rio de Janeiro participaram do Fórum Clia


PANROTAS / Filip Calixto
O Fórum Clia recebeu representantes dos portos de Santos, Rio de Janeiro e Salvador
O Fórum Clia recebeu representantes dos portos de Santos, Rio de Janeiro e Salvador
BRASÍLIA (DF) -
O 4º Fórum Clia Brasil abriu espaço também para os terminais de passageiros e seus representantes. Abrindo as palestras da tarde, o evento recebeu Sueli Martinez, diretora de Operações do Concais (Santos), Gilberto Menezes, diretor de Operações do Contermas (Salvador), e Marcello Chagas, gerente de Operações e supervisor de Segurança Portuária do Pier Mauá (Rio de Janeiro). Eles foram convidados para participar do painel Investimentos e Competitividade, que teve a mediação de Márcia Leite, da MSC.

O debate começou falando sobre investimentos e quem teve a palavra foi Gilberto Menezes, do porto de Salvador. À frente do terceiro maior terminal marítimo do Brasil, Menezes conta que nos últimos anos houve grande investimento no complexo, modernizando a estrutura de circulação de passageiros e o aparato para atracagem das embarcações.

Ainda assim, o executivo salienta que o terminal já prepara novos aportes, agora pensando na melhoria da eficiência do ponto de vista da sustentabilidade e considerando a mudança no perfil de navio que passa a navegar pelo País. "O Brasil agora tende a receber navios maiores e isso vai requerer novos investimentos também", afirma.

Sueli Martinez, diretora de Operações do Concais, em Santos, fez a projeção para a temporada que se aproxima e antecipou que a previsão é receber cerca de 440 mil passageiros com 880 mil operações de embarques e desembarques. Serão ainda 13 navios de trânsito internacional em Santos e 30 mil estrangeiros desembarcando na cidade.

Mas apesar dos bons números para a temporada, Sueli fez um reparo sobre o contexto da época de navegações. Segundo a executiva, o poder público ainda não trata com a importância necessária o nicho dos cruzeiros.

O gerente de Operações do Pier Mauá, Marcello Chagas, foi questionado sobre um gargalo do complexo: os poucos estacionamentos e bolsões para ônibus na saída dos hóspedes do navio.

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