NCL reforça aposta no mercado brasileiro e destaca retorno dos cruzeiros à América do Sul
Brasil é o segundo mercado mais importante para a holding de cruzeiros na América Latina, depois do México

A Norwegian Cruise Line realizou hoje (9) em São Paulo, um evento para lançar seu caderno de itinerários para 2026. Na ocasião, o vice-presidente de Vendas para a América Latina e o Brasil da armadora, Frank Medina, destacou a aposta no mercado brasileiro e a possibilidade de novos itinerários ou escalas no País.
"O desenvolvimento de itinerários é baseado na demanda global — não apenas do consumidor brasileiro ou sul-americano, mas também o dos Estados Unidos e da Europa. Colocamos nossos navios onde as pessoas querem ir. Sempre tivemos cruzeiros pela América do Sul, que são muito populares aqui. Mas a popularidade de itinerários varia de mercado para mercado. Então, retiramos por dois anos os cruzeiros da América do Sul e agora estamos trazendo de volta", comenta Medina.
"À medida que construímos mais navios, também precisamos encontrar lugares para colocá-los. Isso ajudou a trazer a América do Sul de volta e vendemos muito bem aqui. Estamos muito felizes em trazê-la de volta para 2027 e 2028. E acho que vamos mantê-la por muito tempo"
Frank Medina, vice-presidente de Vendas para a América Latina e o Brasil da NCL
Sobre novas escalas e itinerários no Brasil, o executivo diz que a NCL está sempre avaliando a possibilidade. "Há algumas complexidades e os custos são altos. Mas estamos estudando fazer alguns testes de itinerários nos próximos meses. Enquanto isso, já está confirmado que teremos cruzeiros pela América do Sul, com escalas no Rio de Janeiro e em Santos, entre outros portos", comenta o executivo.
Mercado brasileiro é o segundo mais importante na América Latina
Frank Medina também conta que o mercado brasileiro é extremamente importante para a NCL. "É um mercado muito grande, no qual ainda há muita oportunidade que podemos aproveitar, à medida que crescemos com mais navios e destinos. Para toda a região, o Brasil funciona como uma espécie de âncora. É de onde precisamos trazer mais passageiros e aumentar o reconhecimento da marca para que o mercado cresça. Vemos muitas oportunidades e isso faz parte do nosso pipeline de negócios e consumidores", conta.
"Quando falamos da América Latina, o México é o nosso mercado número 1 e o Brasil é o segundo mais importante. É curioso, porque dependendo da temporada — quando temos cruzeiros pela América do Sul — o Brasil sobe e o México desce. Mas sempre são esses dois mercados principais"
Frank Medina, VP de Vendas para a América Latina e o Brasil da NCL
Força de vendas dos agentes de viagens
Medina também destaca a força de vendas dos agentes de viagens. "Temos cinco executivos de vendas, mas cinco mil agentes de viagem. Essa é nossa principal linha de distribuição. Por isso, precisamos estar sempre próximos dos agentes de viagens e oferecer ferramentas e benefícios — como comissões e folhetos. Tudo isso é investimento que fazemos".
Estela Farina, diretora da NCL no Brasil, também frisa o potencial das vendas dos agentes de viagens para a holding. "Esses profissionais continuam representando um grande volume de vendas e de distribuição, respondendo por mais de 80% a 90% da distribuição inicial, dependendo da marca".
"Nesta temporada foi identificada uma busca maior do público norte-americano, que é o nosso principal mercado. Houve uma procura por itinerários mais próximos dos Estados Unidos e esse é um comportamento que vemos se repetir: quando há alguma situação internacional, os americanos tendem a evitar viagens para destinos muito distantes"
Estela Farina, diretora da NCL no Brasil
Por conta disso, a aposta foi oferecer mais portos e mais rotas, principalmente no Caribe. "Durante o nosso verão, muitos navios que antes chamávamos de 'exóticos' passaram a oferecer itinerários saindo dos Estados Unidos. Mas agora há novamente uma procura pelos itinerários chamados exóticos — embora para nós seja apenas América do Sul, não exatamente “exóticos”. Há demanda por outros destinos, então estamos expandindo novamente para novos itinerários", conclui a diretora da NCL no Brasil.