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Veja as vantagens de levar um viajante para a Suíça no verão

Leonardo Ramos
Com quase 50% dos viajantes brasileiros já indo no verão, objetivo da Suíça é crescer ainda mais como destino dentro dos roteiros europeus; na foto, Christina Gläser, diretora do Switzerland Tourism no Brasil
Com quase 50% dos viajantes brasileiros já indo no verão, objetivo da Suíça é crescer ainda mais como destino dentro dos roteiros europeus; na foto, Christina Gläser, diretora do Switzerland Tourism no Brasil

Consolidado como destino de inverno graças às belas montanhas dos Alpes e seus resorts de esqui, a Suíça volta em 2019 suas atenções (e investimentos) para crescer também no outro extremo do ano: o verão.

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"Queremos nos posicionar como destino obrigatório dos roteiros dos brasileiros no verão europeu, estilo de viagem mais buscado pelo público nacional", esclarece a diretora do Switzerland Tourism, Christina Gläser, durante a imersão suíça que realizou com agentes de viagens nesta semana.

O primeiro passo para isso já foi dado. A campanha Nature Wants You Back, foi adotada pelo Turismo da Suíça como forma de ressaltar a natureza do destino também presente na época mais quente do ano: montanhas, lagos, vinícolas, cachoeiras... e até neve. Isso porque diversas montanhas do país, como Jungfraujoch e Titlis, são considerados 'glaciares', ou seja, cont 'congeladas' durante o ano todo.


Divulgação
Titlis, glaciar próximo de Lucerna, se destaca por ter neve o ano todo, inclusive no verão
Titlis, glaciar próximo de Lucerna, se destaca por ter neve o ano todo, inclusive no verão

Acrescenta-se a isso a proximidade observada em toda a Suíça: todos o grandes centros urbanos contam com ao menos uma montanha e lago a menos de uma hora de distância, tornando fácil usá-las como base para conhecer o meio ambiente suíço sem precisar gastar com diárias nas montanhas, onde as acomodações possuem preços mais elevados.

50% DOS BRASILEIROS JÁ VÃO NO VERÃO

Em 2018 uma grande conquista foi feita neste sentido. Cerca de 50% de todos os brasileiros que viajaram para a Suíca no ano passado foram durante o verão. Na visão de Christina, esse resultado é um ganho na tarefa de posicionar o país nos roteiros europeus para brasileiros.

ROTAS DE ARTE E STOPOVER

Não fica só nas palavras a promessa de investir em atrair mais brasileiros para o verão. Christina Gäler adiantou duas estratégias da promoção do Turismo da Suíça no Brasil: rotas de arte e stopover.

"O primeiro pela Suíça ser o destino com mais museus por metro quadrado no mundo. A grande maioria é de arte contemporânea, o que é um bom complemento para quem viaja atrás de museus de arte na Itália e na França, por exemplo. A proximidade auxilia ainda mais a combinação", avalia a diretora do Switzerland Tourism no País.

Reprodução Art Basel
Uma das obras expostas no Art Basel, do artista Gianni Jetzer
Uma das obras expostas no Art Basel, do artista Gianni Jetzer

Um exemplo é a Art Basel, maior feira de arte moderna e contemporânea do mundo. Atraindo cerca de 100 mil pessoas, o evento, que acontece na cidade de Basel, chega ao seu 50º ano em 2019, e deve atrair artistas, curadores, colecionadores e os demais amantes da arte entre 13 e 16 de junho deste ano.

Já o stopover é mais um meio de promover a ida de brasileiros à Suíça pela comodidade. Voos diretos para Zurique partem diariamente de São Paulo e dão boas opções de conexão para o leste europeu, o que pode tornar uma estada de alguns dias na cidade suíça e seus arredores um bônus para o brasileiro.


Divulgação Booking.com
Zurique, na Suíça,é visto como ponto perfeito para iniciar um stopover de alguns dias no país
Zurique, na Suíça,é visto como ponto perfeito para iniciar um stopover de alguns dias no país

FESTAS E VIDA NOTURNA
Completa a lista de boas possibilidades para brasileiros as festas e vida noturna da Suíça. Dois eventos em específico ganham destaque: o Street Parade Zurich, considerado um dos maiores festivais de música eletrônica do mundo, e ainda o Montreux Jazz Festival.

O segundo merece atenção de brasileiros pelo seu estilo musical. Além do próprio jazz e dos ritmos musicais blues, soul e rock, música brasileira também é um dos gêneros mais tocados no festival. Aproximadamente 10% da região dos Lagos de Genebra, onde fica Montreaux Riviera, fala português, a maioria descendente de imigrantes brasileiros.

"Desde Elis Regina, com shows nos primeiros anos do festival, lá nos anos 70, até Caetano Veloso, Gilberto Gil, Cláudia Leitte e Ivete Sangalo já tocaram no Montreaux Jazz Festival", conta o representante da região dos Lagos de Genebra no Brasil, Andreas Frizzoni - fluente em português, o suíço fica baseado em Belo Horizonte.
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