Panamá aposta em biodiversidade e riquezas culturais

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Pixabay/Gabily
Panamá aposta em biodiversidade e riquezas culturais
Panamá aposta em biodiversidade e riquezas culturais
Nesta semana teve início a Semana Explore Panamá 2021 Brasil, evento do Visit Panamá que conta com webinars, reuniões virtuais e workshops sobre o destino com profissionais do trade turístico brasileiro. Estão confirmados 50 compradores de operadoras de Turismo de todo o País e mais de 350 agentes de viagens.

“A partir de amanhã (9) faremos encontros focados nos principais atrativos turísticos do Panamá. Temos uma diversidade cultural única e isso nos transforma em um destino caloroso para receber viajantes em suas férias ou viagens a negócios”, diz o CEO da Promtur Panamá, Fernando Fondevila, durante coletiva de imprensa realizada hoje (8).

Com biodiversidade, diversas experiências de natureza e de aventura, riquezas culturais e infraestrutura, o país vem apostando em ser reconhecido, até 2025, como um destino turístico sustentável de classe mundial. Além disso, espera voltar aos níveis do Turismo de 2019, pré-pandemia, até 2023, confiando que 2022 também será um ano de resultados positivos.

Atualmente, visitantes da América do Sul, Índia, Reino Unido e África do Sul devem apresentar um teste negativo para a covid-19, de até 72 horas antes do embarque, realizar um novo exame ao chegar no aeroporto e ficar três dias em quarentena. O país conta com hotéis designados para cumprir o isolamento (que podem ser conferidos no www.visitpanama.com). Depois deste processo o viajante terá livre acesso ao destino.

Para mostrar a diversidade e opções de Turismo no país, o Portal PANROTAS realizou uma entrevista exclusiva com o ministro do Turismo do Panamá, Ivan Eskildsen, que contou como o destino vem se posicionando tanto para os brasileiros, quanto para o resto do mundo. Confira a seguir.

PORTAL PANROTAS – O Panamá é visto no Brasil como um destino de conexão, para ir a outros destinos da América Latina ou aos EUA. Como mudar essa percepção?

Reprodução
Ivan Eskildsen, ministro do Turismo do Panamá,
Ivan Eskildsen, ministro do Turismo do Panamá,
IVAN ESKILDSEN – Essa é realmente uma das nossas principais metas. Apesar de ter uma riqueza extraordinária e biodiversidade em natureza e cultura, além do Canal do Panamá e de ser uma cidade moderna, de negócios, esse lado ainda é um pouco desconhecido. Até países mais próximos, como o Brasil, não conhecem o país. Passam somente para se conectar a outro destino. A estratégia para mudar isso é mostrar essa experiência turística, organizada de forma coerente, com narrativa poderosa e única. Além de ter vários povos indígenas autênticos, temos influência afrodescendente, europeia e asiática, é uma convergência enorme de culturas. É isso que estamos desenvolvendo por meio da estratégia de Turismo de conservação, reconhecida pela Unesco.

PANROTAS – O que o senhor acha que há de mais atraente para os brasileiros no Panamá?
ESKILDSEN – Se tivesse de apostar em uma das muitas experiências, diria as praias. Além de unir os dois oceanos, há toda uma diversidade de ecossistema marítimo. Para quem quer ficar simplesmente na praia, para quem quer fazer mergulho, surfar... E a curta distância que o Panamá tem, junto com toda a diversidade de experiência, são as maiores fortaleza do país.

PANROTAS – O país está aberto para as longas estadas, onde o visitante alia trabalho remoto com o lazer?
ESKILDSEN – Temos uma nova política que facilita a possibilidade de fazer home office. Com um programa de visto de curta duração, o viajante pode permanecer por até 18 meses no Panamá. Como temos lugares de policiamento, somos vistos como um paraíso no Caribe, onde é possível desfrutar e trabalhar remotamente.

PANROTAS – Qual a importância do viajante corporativo para o país e como ele se compara ao de lazer?
ESKILDSEN – O Panamá tem conectividade, tem o canal, os portos, mais de 50 mil empresas... Devido à pandemia, nos transformamos em um verdadeiro hub de negócios. Também vamos inaugurar um centro de convenções para 25 mil pessoas em agosto. É uma ponte para o mundo e um ponto de encontro para países de muitas nacionalidades.

PANROTAS – Quais os principais nichos de Turismo que serão promovidos internacionalmente?
ESKILDSEN – Se tivéssemos que nos concentrar em um seria essa natureza misturada com a cultura. Temos um turismo de aventura na natureza e apreciação de espécies, por exemplo. Na Bacia do Canal do Panamá é possível pegar um barco e passar por todas essas áreas protegidas, do outro lado tem a selva, onde dá para apreciar a vida silvestre em seu estado natural. Tem também os povos indígenas que vivem nessa região e conservam suas tradições ancestrais, tendo essa conexão espiritual com a natureza. O Panamá tem biodiversidade marítima, gastronomia, cultura afro-caribenha, trilhas, parques nacionais. É um destino completo, seguro e com ótima conectividade.

PANROTAS – O que os turistas ainda precisam aprender a buscar ou visitar no Panamá? Quais os segredos ainda não revelados?
ESKILDSEN – Quase tudo isso que já falamos é um segredo para os brasileiros. Mas uma experiência que posso mencionar é para os aventureiros, que é cruzar uma trilha que demora alguns dias, do Oceano Pacífico ao Caribe. É icônico, algo que é possível somente no Panamá, por conta da distância tão curta de um oceano para outro.

PANROTAS – O Turismo pós-pandemia será mais burocrático, com exigências de documentos e certificados? Como o governo do Panamá vê este tema e quais ferramentas adotadas oficialmente, como o Iata Travel Pass?
ESKILDSEN – Precisamos apostar na tecnologia para facilitar esse trâmite e essas burocracias. E precisamos continuar nos cuidando, claro, o vírus não vai embora de um dia para o outro. O Panamá foi o primeiro governo a implementar o Iata Travel Pass, estamos apostando nessa ferramenta, que busca simplificar os processos. Que torne a experiência mais fácil para o viajante e que também vá se flexibilizando com mais controle em um futuro próximo, com medidas de biossegurança e detecções de entrada.

PANROTAS – O brasileiro que vai ao Caribe busca relaxamento, praias paradisíacas e resorts de nível internacional. O Panamá aposta neste nicho?
ESKILDSEN – Estamos apostando em uma estratégia que a Unesco reconhece por ser inovadora nesse ecoturismo de inovação e conservação. Nesse modelo ressaltamos a biodiversidade e riqueza cultural. Lugares de alto nível podem ser encontrados no Pacífico, como a ilha Palenque. Também temos Bocas del Toro, que está inaugurando novos lugares e onde temos uma rede de hotéis incrível. Ou então Pedasí, na Riviera Pacífica, que conta com uma variedade de experiências e praias mais desertas.

PANROTAS – Acredita na combinação do Panamá com outros destinos na mesma viagem ou o foco será divulgar o Panamá como destino final?
ESKILDSEN – Trabalhamos muito com a América Central para combinar nosso destino com outros, como a Colômbia e países mais próximos. São estratégias que exploramos ativamente e o que mais estamos trabalhando é com a Costa Rica, que é um destino mais imediato e que temos conexão terrestre. Mas o Panamá tem atrações suficientes para o viajante ficar por vários meses.

PANROTAS – Como o Panamá se compara, em relação ao custo da viagem e dos gastos no destino, a seus principais concorrentes no Caribe?
ESKILDSEN – Panamá não é um lugar nem tão caro nem tão econômico. Apostamos em um tipo de viajante consciente que aprecia a biodiversidade e cultura. Também não somos um destino de Turismo massivo. É um Turismo que aprecia essa experiência e contato direto com culturas autênticas.

PANROTAS – Autenticidade, bem-estar e natureza são algumas tendências do turismo nos próximos anos. O Panamá tem produtos nessa linha?
ESKILDSEN – Sim, totalmente. Estivemos na Fitur, na Espanha, e vimos muito interesse na experiência que oferecemos de Turismo de natureza, com culturas indígenas. São povos autênticos, que conservam sua sabedoria ancestral e têm essa conexão espiritual com a mãe natureza, com tradições e costumes. Também oferecemos lugares com infraestrutura, como a Cidade do Panamá. Queremos impactar por meio das culturas ancestrais para provocar uma transformação interna de quem conhece esses lugares e tem esse contato direto com a natureza.


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