Diretor do Turismo da Espanha dá dicas após a reabertura das fronteiras

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A notícia da reabertura da Espanha para brasileiros vacinados a partir de hoje (24) pegou o diretor da Turespaña no Brasil, Oscar Bonis, de surpresa, mas também com muita felicidade. Para ele, a decisão do governo espanhol foi muito acertada.

PANROTAS / Filip Calixto
Oscar Bonis, diretor da Turespaña no Brasil
Oscar Bonis, diretor da Turespaña no Brasil
“Estávamos pessimistas há algumas semanas, não tínhamos novidades sobre a abertura. Acredito que foi uma decisão de última hora por causa da situação da pandemia que melhorou aqui no Brasil e por lá, com o avanço da vacinação também. Muitos fatores que ajudaram na reabertura de outros países europeus, como França, Alemanha e Suíça. Os turistas querem viajar, por isso acho que as reservas vão começar já para o final do ano, no verão brasileiro, e começo de 2022”, pontua.

Segundo Bonis, o brasileiro está com uma vontade reprimida enorme de viajar e estas reaberturas representam um exemplo da vontade dos países da Europa de voltar a receber viajantes latino-americanos. Por isso, o trabalho agora do Escritório de Turismo da Espanha é de informar o que está acontecendo no país, por meio de coordenação com a Embaixada e seus diferentes departamentos. Além de reforçar uma série de ações com o trade turístico do Brasil.

O site spain.info conta com uma landing page especial e constantemente atualizada – a Travel Safe – voltada a todas as restrições, medidas e protocolos que estão sendo aplicadas na Espanha. A página também fornece uma ferramenta para o turista colocar o país de destino e saber o que ele precisa fazer antes de embarcar. Seja apresentar o certificado do esquema vacinal completo ou, se fizer parte dos grupos de diferentes categorias (como pessoal de transporte, diplomáticos ou cuja entrada seja permitida por motivos humanitários), mostrar um comprovante de recuperação da covid-19 ou teste PCR de até 72 horas ou antígeno de até 48 horas.

“Estamos muito felizes, o setor turístico está abraçando com muito otimismo essa notícia. Sem contar que as vacinas aceitas incluem as aprovadas pela OMS, não só a agência europeia, incluindo a Coronavac e Astrazeneca da Fiocruz. A Espanha já está pronta faz tempo, porque abrimos para turistas da Europa há um tempo. Temos os protocolos de segurança desde 2020. Já estamos fazendo um piloto de reabertura, com controle de todas as medidas necessárias. O setor turístico espanhol está de braços abertos, pois precisa muito das viagens. Além disso, como escritório, também estamos à disposição, prontos para esclarecer quaisquer dúvidas”, diz Bonis.

AÇÕES COM O TRADE
Segundo o diretor da Turespaña no Brasil, o órgão precisa fazer um trabalho forte de informar, de maneira muito clara, todas as circunstâncias, restrições, limitações e condições de segurança da Espanha. Assim, os viajantes se sentirão muito mais seguros e confiantes para visitar o país. Portanto, trabalhar de perto com o trade é essencial.

“Vamos trabalhar muito nesses últimos meses do ano para fazer capacitações, workshops B2B, colocar o setor turístico brasileiro de frente com a oferta espanhola, apresentar novos produtos... Estávamos fazendo on-line desde então, mas agora partiremos para um call to action, impulsionando essa demanda reprimida”, explica.

ITINERÁRIOS DIFERENTES
Além dos roteiros mais conhecidos de entrada, como Madri, Barcelona e vilarejos mais visitados, Bonis destaca que o escritório está há algum tempo divulgando alguns roteiros diferenciados, como para Málaga, Ronda, e pela serra e montanhas. Itinerários de trem, como norte da Espanha, onde é possível fazer atividades de Turismo rural, conhecer vilarejos de pescadores e uma gastronomia mais diferente.

“A sugestão e proposta é a diversificação. Viajar, sim, aos pontos mais importantes, uma vez que a oferta de Madri e Barcelona é enorme, mas também fazer uma viagem pelo país. É muito fácil alugar um carro, motorhome ou até mesmo uma moto, e conhecer outros lugares em um mesmo dia. A acessibilidade é muito fácil, as estradas são boas, assim como a infraestrutura de transporte”, finaliza.

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