Conflito entre EUA e Venezuela pode gerar impactos no esporte internacional; entenda
Marcelo Barreto, de O Globo, analisa possíveis reflexos do conflito para Fifa, COI e eventos globais

O ataque militar dos Estados Unidos à Venezuela pode gerar desdobramentos no esporte internacional, especialmente para entidades como a Fifa e o Comitê Olímpico Internacional (COI), avalia o jornalista Marcelo Barreto em artigo publicado em O Globo.
Segundo Barreto, a proximidade da Copa do Mundo de 2026, que será realizada majoritariamente nos Estados Unidos, tende a levar a Fifa a adotar uma postura cautelosa, buscando evitar que o conflito interfira no evento. A Venezuela, que não está classificada para o Mundial, não representa um entrave logístico imediato para a competição.
No caso do COI, o colunista aponta um dilema ético: se a ofensiva for caracterizada como guerra de invasão, surge a comparação com a Rússia, banida dos Jogos Olímpicos após a invasão da Ucrânia. Barreto lembra que o comitê adota atualmente uma abordagem caso a caso, sem regras automáticas para punições em conflitos armados.
O texto também destaca que os Estados Unidos historicamente não sofreram sanções esportivas por ações militares externas e que qualquer medida mais dura implicaria retirar de Los Angeles a sede dos Jogos Olímpicos de 2028 – hipótese considerada pouco provável do ponto de vista logístico e financeiro.
Por fim, Barreto observa que a recém-empossada presidente do COI, Kirsty Coventry, enfrenta um cenário político sensível ao lidar com o tema, em um contexto que envolve diretamente o presidente norte-americano Donald Trump.