Procon-SP lança material informativo para orientar consumidores sobre cobranças em praias
Material orienta consumidores sobre cobranças permitidas e indica onde reclamar nas praias paulistas

O Procon-SP lançou a campanha #ConsumoNaPraia, com um folder informativo com informações e orientações para os consumidores que frequentam praias do litoral paulista durante a temporada. A iniciativa ocorre após o aumento de reclamações relacionadas a cobranças abusivas e indevidas por ambulantes, barracas e quiosques.
O material reúne informações sobre práticas permitidas e proibidas, direitos do consumidor e canais adequados para registro de reclamações. O folder será distribuído a turistas, divulgado nas redes sociais do Procon-SP, disponibilizado para download no site do órgão e compartilhado com Procons municipais de cidades litorâneas de São Paulo e de outros estados, que poderão imprimir e distribuir o conteúdo localmente.
Segundo o diretor executivo do Procon-SP, Luiz Orsatti, o objetivo é prevenir conflitos e prejuízos financeiros por meio da informação, especialmente em períodos de maior demanda no litoral.
O que pode ser cobrado
De acordo com o folder, é permitido:
- Cobrança por produtos e serviços, desde que os preços sejam informados previamente;
- Cobrança pelo uso de cadeiras e guarda-sóis, conforme regras municipais;
- Cobrança pela ocupação de mesas, cadeiras ou guarda-sóis quando o consumidor levar alimentos e bebidas de fora;
- Atuação de ambulantes, barracas e quiosques que possuam autorização da Prefeitura, podendo o consumidor solicitar a apresentação do alvará.
O que não pode
O material esclarece que é proibido:
- Exigir consumação mínima para uso de mesas, cadeiras ou guarda-sóis;
- Condicionar o uso do mobiliário ao consumo de produtos do próprio estabelecimento (venda casada);
- Realizar cobrança antecipada, antes do consumo ou da prestação do serviço.
Obrigações dos estabelecimentos
É obrigatório:
- Informar os preços antes de o consumidor se acomodar;
- Exibir valores em cardápios ou tabelas visíveis, inclusive em versão impressa;
- Indicar nos cardápios ou tabelas os canais de reclamação, como Ouvidoria da Prefeitura, Guarda Civil, Procon Municipal ou Procon-SP.
Onde registrar reclamações
O folder orienta o consumidor a procurar:
- Vigilância Sanitária municipal ou estadual: problemas de higiene e conservação de alimentos e bebidas;
- Prefeitura (Ouvidorias): questões relacionadas à licença e fiscalização do local;
- Procon Municipal ou Procon-SP: casos envolvendo preços, venda casada ou consumação mínima. O atendimento do Procon-SP pode ser acessado pelo site.
Alertas ao consumidor
O material também destaca que:
- Não há tabelamento de preços no Brasil, sendo recomendável verificar os valores antes de consumir;
- Comparar preços entre diferentes barracas e quiosques pode evitar surpresas;
- É importante solicitar nota fiscal, recibo ou comprovante de pagamento;
- Casos de abusos de preços podem ser analisados pelo Procon-SP ou pela Justiça, sendo necessário identificar corretamente o fornecedor;
- O uso de QR Codes para pagamento exige atenção, devido a registros de adulterações;
- Situações de conflito devem ser evitadas.
Com a campanha, o Procon-SP reforça a atuação voltada à orientação e à defesa do consumidor em um período de maior circulação de turistas no litoral paulista.