Filip Calixto   |   13/02/2026 15:01

Fraude na bilheteria do Louvre leva nove pessoas à prisão; prejuízo passa de € 10 milhões

Esquema teria atuado por uma década, com suspeita de envolvimento de funcionários e guias turísticos

Pixabay
Ministério Público de Paris estima um prejuízo superior a € 10 milhões (R$ 61,7 milhões) para o museu
Ministério Público de Paris estima um prejuízo superior a € 10 milhões (R$ 61,7 milhões) para o museu

Nove pessoas foram presas sob suspeita de integrar um esquema de fraude na venda de ingressos do Museu do Louvre e do Palácio de Versalhes. A informação foi divulgada pelo Ministério Público de Paris. O prejuízo estimado supera € 10 milhões (R$ 61,7 milhões). As informações são da RFI.

Entre os detidos estão dois funcionários do Louvre, guias turísticos e uma pessoa apontada como organizadora do esquema. Segundo a investigação, o impacto financeiro foi maior para o museu parisiense.

A apuração teve início no fim de 2024, após denúncia apresentada pelo próprio Louvre às autoridades. As prisões ocorreram na última terça-feira (10). De acordo com o Ministério Público, já foram apreendidos € 957 mil em espécie e € 486 mil distribuídos em contas bancárias. Há suspeita de que parte dos valores tenha sido investida em imóveis na França e em Dubai.

As investigações começaram após alerta do museu sobre a atuação de um casal de guias chineses. Eles são suspeitos de facilitar a entrada de grupos de turistas ao reutilizar ingressos para múltiplos visitantes. Outros guias passaram a ser investigados por prática semelhante. Monitoramento e escutas autorizadas confirmaram o uso reiterado de bilhetes reaproveitados.

O Ministério Público também apura a participação de funcionários do Louvre, que teriam recebido pagamentos para não fiscalizar os acessos.

Em 2 de junho de 2025, foi aberta investigação judicial por fraude, lavagem de dinheiro e corrupção ativa e passiva, além de auxílio à permanência irregular de estrangeiros e uso de documento administrativo falso. Segundo os investigadores, a rede teria permitido a entrada de até 20 grupos por dia ao longo de uma década.

Em nota citada pela RFI, uma porta-voz do Louvre afirmou que há indícios da existência de uma rede envolvida em fraude em larga escala. O museu informou ainda que implementou um plano de combate às irregularidades em parceria com suas equipes e com a polícia.

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Integrante da equipe PANROTAS desde 2019, atua na cobertura de Turismo com olhar tanto para as tendências do mercado quanto para histórias que movimentam o setor. Formado em Comunicação Social com ênfase em Jornalismo e também em Processos Fotográficos, formações que permitem colaborar de forma dupla com a redação - entre textos e imagens. Fora do trabalho, encontra inspiração no samba, no cinema, na literatura e nos esportes