Laura Enchioglo   |   17/08/2026 17:29
Atualizada em 17/08/2026 17:30

Embratur trabalha a Bahia de forma estratégica e vê bons números para o Brasil em 2026

Números alcançados pelo Nordeste são puxados pela Bahia, o Estado top 5 em Turismo internacional no Brasil


PANROTAS / Laura Enchioglo
Bruno Reis, presidente da Embratur
Bruno Reis, presidente da Embratur

PORTO SEGURO (BA) - A Embratur trabalha a Bahia de forma estratégica com dois Planos Brasis, já que o Estado conta com dois aeroportos internacionais: Em Salvador e Porto Seguro.

A agência está no destino para o evento Connect4You, realizado pela Itaparica Tour nesta semana, e que reúne agências de viagens da América do Sul.

Segundo Bruno Reis, presidente da Embratur, as estratégias são complementares e buscam reforçar nichos e segmentos específicos em mercados emissores importantes.

“Quando falamos, por exemplo, do produto de luxo de Trancoso, trabalhamos com operadoras de luxo francesas, e não necessariamente com as argentinas. Conseguimos, assim, ajudar o destino a posicionar melhor seus produtos de acordo com o mercado emissor mais adequado”, destacou ele.

Trabalhando a conectividade aérea

Ele aponta quer os números alcançados pelo Nordeste são puxados pela Bahia, o Estado top 5 em Turismo internacional no Brasil. Não a toa, ampliar a conectividade aérea e atrair novos investimentos para o destino também são prioridades para a Embratur.

Reis destaca a criação do PATI (Programa de Aceleração do Turismo Internacional) com o objetivo de tornar o Brasil mais atrativo comercialmente para que as companhias aéreas pudessem operar voos diretos para o País, descentralizando esse movimento do eixo Rio-São Paulo. Para ele, o crescimento dos voos para a Bahia é fruto desse trabalho.

“Quando vemos cidades da Argentina, como Mendoza e Córdoba, com ligações diretas para a Bahia, isso é fruto dessa estratégia que desenvolvemos em conjunto com as companhias. Também tivemos voos regulares e fretados do Uruguai, além de um crescimento importante da conectividade com o Chile, especialmente para Salvador. Com isso, aumentamos a quantidade de assentos disponíveis para os passageiros desses mercados”

Bruno Reis, presidente da Embratur

Mas para além disso, a conectividade aérea também passa por campanhas cooperadas da Embratur com as próprias companhias aéreas, OTAs e operadoras, com o objetivo de colocar o passageiro dentro do avião e, efetivamente, trazer esse turista para a Bahia.

Principais mercados emissores

PANROTAS / Laura Enchioglo
Alisson Andrade e Bruno Reis, da Embratur
Alisson Andrade e Bruno Reis, da Embratur

Na América do Sul, os principais emissores internacionais são Argentina e Chile, com destaque também para o Paraguai. Na Europa, Espanha é um dos highlights, impulsionado pelo voo direto para Madri, além de Portugal e Itália.

Mas a novidade é a alta de turistas chineses. Bruno Reis explica que o movimento vem sido impulsionado pelo Turismo corporativo, por conta da instalação da fábrica da BYD, e pela conectividade.

“Os passageiros podem viajar de Pequim e Xangai para Paris e, de lá, fazer uma conexão direta para Salvador. Então, começaremos a ver também essa nova demanda de turistas chineses chegando à Bahia”, diz o presidente da Embratur.

Rumo aos 10 milhões de turistas internacionais

O Brasil recebeu, entre janeiro e junho de 2026, 5,08 milhões de turistas internacionais. Bruno Reis avalia como um primeiro semestre muito positivo, e a agência segue otimista com o crescimento da demanda aérea.

“As companhias aéreas estão antecipando e ampliando suas malhas internacionais para o Brasil e, especificamente, para o Nordeste e para a Bahia. O mercado está muito aquecido. A depender do cenário geopolítico e macroeconômico, nossa expectativa é ficar entre 9,8 milhões e 10 milhões de turistas internacionais neste ano. Mas podemos ter uma bela surpresa e superar esse número na próxima temporada”

Bruno Reis, presidente da Embratur

Segundo Bruno, este é um trabalho que vem sendo construído há três anos, com reposicionamento comercial e reconstrução da imagem do Brasil no Exterior.

“Estamos muito otimistas para a próxima temporada de verão 2026/2027. A expectativa é de que seja uma das melhores, porque o mercado está muito aquecido e estamos conseguindo colocar o Brasil novamente nesse lugar de uma viagem imperdível. Existe um grande interesse internacional em visitar o País, e isso também é resultado das relações comerciais que estamos estabelecendo”, finaliza.

A PANROTAS viaja a convite da Itaparica.

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Sobre o autor

Jornalista formada pela Faculdade Cásper Líbero, Laura Enchioglo é repórter na PANROTAS, onde entrou como estagiária em 2023. Tem experiência em assessoria de imprensa e na cobertura de economia e finanças.