Scioli diz que Argentina está 30% mais barata para brasileiros, que são prioridade
Secretário de Turismo do país quer ver mais brasileiros na Argentina, para equilibrar a balança

O secretário de Turismo, Esporte e Meio Ambiente da Argentina, Daniel Scioli, que já foi embaixador do país no Brasil e é um grande entusiasta da relação de troca entre as duas culturas, tem uma prioridade neste final de ano: trazer de volta o turista brasileiro e no mínimo igualar o recorde de 1,5 milhão de visitantes. Até setembro deste ano, 2,2 milhões de argentinos estiveram no Brasil, contra apenas 1,05 milhão de brasileiros na Argentina. Uma diferença que, segundo ele, não pode existir.
E os motivos para o brasileiro voltar, segundo Scioli, começam pelos preços: devido à valorização do real nos últimos meses, a Argentina já está 30% mais barata para os brasileiros. “Além disso, Buenos Aires está mais bela que nunca, a estrutura de Turismo cada vez melhor e a diversidade de destinos e cenários no verão está muito forte”, diz ele, que destaca, além da capital, o verão na Patagônia, a malha aérea da Aerolíneas Argentinas, que leva a todo o País, a malha internacional de Gol e Latam, a partir do Brasil, além das viagens de luxo, com muita exclusividade, além da gastronomia, compras, e esportes na natureza, como ocorreu na temporada de inverno passada, onde já se notou, em Bariloche, um número maior de brasileiros.
A proposta turística ampla e diversa do País, com um custo 30% menor para os brasileiros, devido à valorização do real, é a grande aposta de Daniel Scioli para esse final de ano. Com isso, o Brasil também está um pouco mais caro para os argentinos e ele espera que muitos deles aproveitem para viajar dentro do país. Com o fim do primeiro turno das eleições, o dólar chegou a R$ 5 no Brasil e isso deve continuar, segundo as projeções da Argentina. Assim, na lógica do secretário, os argentinos atraídos somente por preço seriam afetados e os brasileiros teriam mais um atrativo para ir à Argentina, o custo menor.
O real, em 6 de outubro, estava a 305,93 pesos argentinos, contra 291,58 no dia 2 do mesmo mês.

“Temos que reverter o quadro e equilibrar nossa balança turística, já estamos percorrendo e vamos percorrer todo o Brasil, capacitar e promover a Argentina”, diz o secretário Scioli. O Brasil já cresceu 15% no envio de turistas este ano, mas a Argentina precisa de mais que isso para atingir o recorde de 1,5 milhão – que já deveria ter sido ultrapassado, não fosse a questão cambial.
Scioli quer essa força tarefa de fim de ano para reverter o quadro e acelerar o crescimento que já se vê. Essa semana se reuniu com lideranças da Gol, convocou o Inprotur, falou com a Embaixada Argentina no Brasil e com entidades argentinas com um só objetivo: virar o jogo, com mais brasileiros na Argentina, menor saída de divisas e mais viagens domésticas no verão.
“Esse é o momento. Os viajantes estão planejando as viagens e férias de verão e precisam ver a Argentina como a melhor opção, inclusive em custo. Um brasileiro que busca preços menores agora já encontra uma Argentina mais competitiva.”
O time do Inprotur também esteve na Abav Expo 2026, fez reuniões com operadoras e está conversando com grandes players, como a CVC, para fazer campanhas e capacitações, e mostrar que Brasil neste momento é prioridade para a Argentina.