ECONOMIA E POLÍTICA

Brasil poderá adotar modelo mexicano de desenvolvimento turístico

Janize Colaço
Diana Pomar, do Conselho de Promoção Turística do México (CPTM), José Luis Ayoub, do Fonatur, e Margarita Villaseñor, cônsul geral do México em São Paulo
Diana Pomar, do Conselho de Promoção Turística do México (CPTM), José Luis Ayoub, do Fonatur, e Margarita Villaseñor, cônsul geral do México em São Paulo
Em quatro anos, o México saltou de 15° a sexto no ranking de destinos mundiais e, em parte, o sucesso tem sido atribuído ao Fundo Nacional del Fomento ao Turismo (Fonatur). Há 44 anos identificando e desenvolvendo destinos mexicanos, dados os bons resultados, o mesmo modelo de iniciativa tem estado na mira da indústria turística do Brasil.

O trabalho do órgão funciona por meio de uma pesquisa por destinos em potencial que podem desempenhar um papel de protagonismo. É um projeto que pode levar até dez anos para ser concretizado, mas traz resultados significativos, atesta.

É feito todo um trabalho de exploração do território, eventualmente podem ser feitas desapropriações em áreas residenciais - os pagamentos são destinados às pessoas em questão. O Fonatur tem explorado, desde então, destinos de praia e sol, sendo Cancun o seu caso de sucesso. E estudada, porém, a inclusão de lugares arqueológicos nesse plano.

O interesse por parte do governo brasileiro não é por menos. O fundo tem sido responsável pelo desenvolvimento, por meio da parceria entre entidades públicas e privadas, de oito destinos, sendo eles: Loreto, Los Cabos, Ixtapa, Huatulco, Playa Espíritu, Marina Cozumel, Nayarit e a badalada Cancun.

"Pela primeira vez apresentamos o modelo do nosso projeto ao governo brasileiro", afirmou o subdiretor de Políticas Estratégicas e Vinculação Interinstitucional do Fonatur, José Luis Ayoub Pérez. "Fizemos a apresentação ao ministro do Turismo, Vinicius Lummertz, e ele se mostrou bastante receptivo com a ideia de aplicar o mesmo modelo no País", revelou.

Na ocasião, entretanto, não houve nenhum representante do Ministério do Turismo ou da Embratur para avaliar como o projeto seria implementado por aqui.

INTERESSE DECLARADO
Ontem (6), durante o primeiro dia do Industry Showcase & Tabletop Networking, do Sindepat, o ministro ressaltou o interesse de aplicar o case de sucesso. "Podemos usar a receita mexicana, que já está pronta, no Brasil. Para esse desenvolvimento,é aplicado uma legislação diferenciada, com uma arrecadação de impostos e arrecadação de recursos que fomente o Turismo", destacou Lummertz.

Ainda durante o evento, o ministro revelou que o apoio para a aplicação do modelo deverá ganhar respaldo com a nova medida que será votada hoje no Congresso Nacional. Segundo ele, se for aprovada, permitirá o respaldo federal nas chamadas Áreas Especiais de Interesse Turístico (AEIT). Entre os interesses declarados, Lummertz já demonstrou apoio ao projeto de tornar Penha (SC) a "Orlando brasileira".
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